Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Alckmin vai ajudar governo do DF a combater crise hídrica

Equipamentos da Sabesp serão emprestados à gestão de Rollemberg, do PSB, partido alvo de disputa entre DEM e PMDB

Elizabeth Lopes e Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 14h54

RIBEIRÃO PRETO E SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai ajudar o governo do Distrito Federal, comandado por Rodrigo Rollemberg (PSB), a combater uma das piores crises hídricas da história da região. Em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin assinará às 19 horas desta quarta-feira, 26, um termo de cessão de uso de equipamentos hidráulicos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) à gestão do pessebista.

O evento ocorre dois dias depois do jantar que reuniu Alckmin e a cúpula dos Democratas, também na sede do executivo paulista. O PSB de Rodrigo Rollemberg vem sendo motivo de disputa entre o DEM do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o PMDB do presidente da República, Michel Temer.

Tanto o democrata quanto o peemedebista pretendem atrair parlamentares descontentes para as suas fileiras partidárias a fim de fortalecer suas bancadas no Congresso Nacional, aumentar o cacife neste momento de turbulência política e garantir dividendos para a corrida presidencial do ano que vem.

Ajuda a outros Estados

Esta não é a primeira vez que Alckmin socorre localidades afetadas pela crise hídrica. Em dezembro, por exemplo, o tucano assinou com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, um termo de empréstimo de quatro conjuntos de motobombas e outros equipamentos da Sabesp aos Estados da Paraíba e de Pernambuco.

Na ocasião, a cessão dos equipamentos foi orçada em R$ 8,2 milhões, mas não teve custo aos beneficiados.

Paraíba e Pernambuco também são governados pelo PSB, mesmo partido do vice de Alckmin, Márcio França. O empréstimo de bombas do Sistema Cantareira para localidades que enfrentam crise hídrica, como o Nordeste e, agora, o Distrito Federal, pode ajudar o governador paulista na corrida à sucessão presidencial de 2018, pois lhe dá visibilidade em cidades e Estados em que ele não tem visibilidade política.

No evento do ano passado, o governador paulista disse que o gesto de emprestar, sem despesa alguma aos beneficiários - as superbombas custaram aos cofres do Estado R$ 20 milhões -, era um gesto de retribuição aos nordestinos, que tanto contribuíram para o desenvolvimento de São Paulo. 

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