Lucy Pemoni/Reuters
Lucy Pemoni/Reuters

Americano diz que mãe usou documento falso para obter guarda

Segundo representante de Christopher Brann, comprovante de escola no Brasil é de abril de 2013, quando Nicolas vivia nos EUA

Cláudia Trevisan, Correspondente de O Estado de S. Paulo

17 Novembro 2015 | 12h56

Atualizada às 18h51

WASHINGTON - O americano Christopher Brann sustenta que a brasileira Marcelle Guimarães usou documentos adulterados para obter a guarda do filho na Justiça estadual da Bahia. O principal deles foi o comprovante de matrícula de Nicolas na Escola Nova Nossa Infância, de propriedade da família Guimarães.

O documento tem data de abril de 2013, período em que Nico ainda vivia nos Estados Unidos. Brann sustenta que Marcelle premeditou o rapto do filho e organizou a volta ao Brasil ao mesmo tempo em assumia o compromisso de retornar aos EUA na corte do Texas. O comprovante da matrícula na escola serviu de base para a decisão que deu a guarda provisória de Nico a Marcelle em agosto de 2013.

No mesmo caso, foi definido o regime de visitas de Brann. Pela decisão, o pai pode ver o filho sempre que estiver no Brasil, mas apenas em dias alternados. Os encontros são acompanhados por seguranças e ocorrem no hotel onde Brann se hospedado quando vai a Salvador, o que ocorre a cada seis a oito semanas. "Isso significa que vejo Nico apenas metade do tempo que estou no Brasil. Não faz sentido", disse Brann. 

Depois de usar um comprovante datado de abril no processo de guarda, Marcelle apresentou outro documento semelhante com data posterior à sua volta ao Brasil na ação relativa à aplicação da Convenção de Haia, afirmou Brann. O advogado afirmou que o objetivo era descaracterizar a premeditação da abdução.

O advogado de Brann no Brasil, Sérgio Botinha, pediu abertura de inquérito sobre fraude processual para investigar a suposta alteração de documentos por Marcelle. A solicitação está parada no Ministério Público Estadual, afirmou. O advogado também apresentou 13 petições na 2ª Vara da Família de Salvador pedindo mudanças no regime de visitas. Segundo ele, nenhuma delas foi analisada. 

Brann ressaltou que Nico tem tios e dez primos nos EUA, dos quais era próximo antes de ir ao Brasil. "Minha família não pode ir toda ao Brasil para visitá-lo. Eu concordei com a viagem dele em 2013 porque queria que ele tivesse contato com a família no Brasil. Agora, isso foi destruído do meu lado."

 

 

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