Anac libera venda de passagens de Congonhas a partir de 2ª

Na véspera, a agência havia determinado a suspensão por tempo indeterminado da venda de passagens

Isabel Sobral, do Estadão,

25 Julho 2007 | 21h45

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) decidiu na noite desta quarta-feira, 25, liberar a venda de passagens aéreas a partir do aeroporto de Congonhas (SP) na próxima segunda-feira. Sem alarde, a agência reguladora publicou em seu site, à noite, uma nova resolução estabelecendo que a proibição de vendas de bilhetes partindo de Congonhas vai vigorar até domingo, 29 de julho.   Na véspera, a Anac havia determinado a suspensão por tempo indeterminado da venda de passagens para vôos com partida do aeroporto paulista com o argumento de que era preciso normalizar o fluxo de passageiros.   Na nova resolução, a diretoria da agência diz estimar que até o próximo domingo haverá a normalização no atendimento da demanda reprimida de passageiros partindo de São Paulo. Além disso, destaca que a maior parte dos usuários que estavam aguardando vôos em Congonhas já foi transferida para outros aeroportos do estado. Por fim, o documento da Anac afirma que "a operacionalidade naquele aeroporto indica sua normalização nos próximos dias".   Ao anunciar a determinação de suspender a venda de bilhetes, o presidente da Anac, Milton Zuanazzi, lembrou na terça-feira que a agência estava repetindo uma medida adotada no feriado de Ano Novo, quando os aeroportos também viviam grandes tumultos e atrasos de vôos. Ele estimou que a medida poderia normalizar a situação em Congonhas em 24 a 48 horas.   As demais ações anunciadas não são mencionadas na nova resolução da agência. A Anac, também semelhante ao que aconteceu em dezembro, determinou que seus técnicos passassem a monitorar os sistemas de reservas de passagens aéreas das empresas para evitar o descumprimento da vedação das vendas.   A Anac ainda proibiu todas as operações com vôos fretados em Congonhas a partir do final de semana e deixou em aberto a possibilidade de a medida restritiva em relação à venda de bilhetes poder atingir outros aeroportos, com destino a São Paulo, caso houvesse necessidade.

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