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Apagão atinge parte de Alagoas

Lu Aiko Otta, Felipe Werneck e Fabrício de Castro - O Estado de S. Paulo

15 Fevereiro 2014 | 22h 21

Interrupção no fornecimento de energia foi motivada por um 'defeito no sistema', informou Eletrobras Distribuição Alagoas; no início deste mês 11 Estados ficaram sem energia

Brasília, Rio e São Paulo - Um apagão atingiu parte do Estado de Alagoas na tarde deste sábado, dia 15. De acordo com nota divulgada pela Eletrobras Distribuição Alagoas, a interrupção no fornecimento de energia "foi motivada por um defeito no sistema de 500kV, associado à subestação da Chesf, localizada no município de Messias (AL)". A ocorrência, conforme a empresa, "foi registrada às 15h53 e a partir de 16h30 a distribuidora iniciou a recomposição das cargas".

Ainda conforme a nota, é da subestação de Messias "que a distribuidora recebe energia e fornece para grande parte do Estado". O apagão atingiu municípios do Baixo São Francisco, parte do Agreste, Litoral Norte e região metropolitana de Maceió. "A causa está sendo analisada pela Chesf", informou a Eletrobras Distribuição Alagoas.

Em Brasília, fonte do setor elétrico informou que a falha ocorreu durante manutenção programada da subestação de Messias, na divisa com Sergipe. Os equipamentos foram desligados para a realização do trabalho e, quando os técnicos os religaram, ocorreu um problema chamado tecnicamente de "bloqueio", que interrompeu o fornecimento. Por isso, os moradores de Alagoas ficaram sem luz.

Esse episódio foi de menor alcance do que o ocorrido no início deste mês, quando 11 Estados ficaram sem eletricidade: Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. O governo atribuiu o problema a falha técnica e descartou o risco de "apagão".

Na semana passada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) reconheceu que há um risco "mínimo" de racionamento de eletricidade no País. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que havia afirmado no início do mês que o risco de "apagão" era zero, disse na última sexta-feira que garantir um sistema 100% seguro exigiria investimentos elevados, o que pesaria no bolso do consumidor.