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Após 24 horas, rebelião em presídio em Sergipe termina sem feridos e com instalações intactas

Suzana Inhesta e Antonio Carlos Garcia especial para o Estado - O Estado de S. Paulo

18 Maio 2014 | 15h 09

Sentenciados que estavam em áreas diferenciadas queriam ser transferidos

Após praticamente 24 horas, a rebelião de presos no Complexo Penitenciário Advogado Jacinto Filho (Compajaf), em Aracaju (SE), terminou sem feridos e nem destruição das dependências do local. Os quatro agentes que eram mantidos reféns foram libertados, dois com ferimentos leves.

Conforme a assessora jurídica da Fundação Reviver, que é responsável por administrar o sistema prisional privado na capital, Sandra Melo, e a Secretaria de Estado da Justiça e da Cidadania, o motim terminou por volta de 13h30 com a liberação de todos os reféns, dentre eles, 125 familiares de detentos (mulheres, crianças e idosos) e quatro agentes penitenciários. 

Os presos reivindicavam o abrandamento do tratamento dado a eles no presídio, considerado de segurança máxima, além da transferência de alguns para outras unidades. Alguns presos já foram transferidos, embora a diretoria do presídio, por questões de segurança, não informe quais ou quantos.

“O problema todo foi que 16 sentenciados, que estavam em alas diferenciadas, queriam ser transferidos. Após as negociações, esses presos foram levados para outras unidades prisionais do Estado”, afirmou Sandra. Na manhã deste domingo, 18, a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SE) havia informado que, com a retomada das negociações às 8h de hoje, os rebelados haviam liberado “alguns reféns” e um agente penitenciário, ficando ainda no local, um pouco mais de cem pessoas, entre elas três agentes.

Ainda de acordo com a assessora jurídica, todos os reféns estão “bem de saúde”, mas foram para a emergência médica do presídio por “questão de segurança, mas não estavam machucados”. Um cão da prisão, que também estava com os rebeldes, também saiu ileso. A rebelião teve início por volta das 12h30 deste sábado, 17, horário de visita dos familiares aos detentos, no menor pavilhão do Compajaf.

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