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Após 7 dias, acaba greve dos Correios em São Paulo

O Estadao de S.Paulo

31 Dezembro 1969 | 21h 00

Nos outros Estados, categoria decide hoje se aceita proposta de reajuste de 3,74% e abono de R$ 500

A greve dos Correios em São Paulo acabou, depois de sete dias de paralisação. Apesar de uma briga durante a assembléia realizada ontem na Praça da Sé, na região central, entre sindicalistas e filiados ao PSTU - que não permitiu que uma decisão dos funcionários dos Correios fosse votada -, a maioria volta ao trabalho hoje, segundo o secretário administrativo do Sindicato dos Funcionários dos Correios, Márcio Pereira. Dos 19,3 mil funcionários da capital, 35% aderiram à greve. ''''O comando nacional nos orientou pelo fim da paralisação. E foi essa a decisão da assembléia em São Paulo, que só não foi votada por causa da briga.'''' Pereira afirmou ainda que integrantes do PSTU teriam se infiltrado para apoiar um dos sindicalizados. ''''A briga não teve nada a ver com o fim da greve. Aconteceu porque votamos e aprovamos a expulsão do sindicalista que era do PSTU.'''' No fim da tarde de ontem, sindicatos dos Estados onde houve a paralisação realizariam assembléias para decidir se suspenderiam a greve. A recomendação dos dirigentes do comando nacional é de que a categoria aceite a oferta dos Correios. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu prazo de 24 horas - a partir do meio-dia de ontem - para que a categoria pusesse fim à paralisação. Caso não cumpra a ordem judicial, a greve irá a julgamento. REAJUSTE A empresa propôs reajuste salarial de 3,74%, abono de R$ 500 e aumento linear de R$ 60 para toda a categoria a partir de janeiro. Segundo o acordo, os grevistas não precisarão repor as horas paradas, desde que o fluxo de correspondências seja normalizado, o que deve ocorrer até o fim deste mês, segundo José Rivaldo da Silva, presidente do sindicato paulista. ''''O apoio dos deputados (grupo que falou com o ministro das Comunicações Hélio Costa) foi fundamental para que os Correios revissem a questão salarial e antecipassem para janeiro o início do pagamento dos salários reajustados'''', disse Elias Gino, da comissão nacional de negociação. De 138 milhões de correspondências e objetos enviados, 18 milhões não foram entregues e 120 milhões foram distribuídos com ajuda de 3 mil contratados de emergência.

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