Após incêndio, Portela é recebida com entusiasmo

Primeira escola prejudicada pelo incêndio na Cidade do Samba a desfilar na Sapucaí, a Portela foi recebida por uma platéia entusiasmada. A bateria da azul e branca devolveu a gentileza com uma apresentação emocionante, que contou com uma paradinha coreografada.

Cristiane Madeu, O Estado de S. Paulo

07 Março 2011 | 08h25

Mas, quem esperava um defile cheio de garra dos integrantes da Portela se decepcionou. O restante da escola fez uma apresentação apática, com mais pontos baixos do que altos. A presença da Velha Guarda da Portela a frente foi ofuscada pelo tumulto causado pela participação do jogador Ronaldinho Gaúcho. A truculência dos seguranças em volta do atleta do Flamengo chegou a assustar até o próprio Ronaldinho, que pediu calma. Mas, o apelo não surtiu efeito e o jogador decidiu sambar sem ligar para o tumulto a sua volta.

Com a sua tradicional elegância, o cantor e compositor Paulinho da Viola minimizou os possíveis estragos que a participação de Ronaldinho trouxe à apresentação da Portela. “Ele é um ídolo. A gente já esperava por isso. Como veio na frente da escola acho que não atrapalhou”, afirmou.

O ponto alto do show ficou a cargo da bateria comandada pelo mestre Nilo Sérgio. Os 300 ritmistas, que perderam parte da fantasia no incêndio do barracão, homenagearam a garra da escola com uma nova coreografia, que representava a morte e o renascimento da Portela. Os ritmistas se agachavam, colocavam os instrumentos no chão, ficavam em silêncio por alguns segundos e depois voltavam com força total.

Além da bateria, as passistas mirim da azul e branca de Madureira também arrancaram aplausos da platéia nas arquibancas, com uma apresentação emocionante. Com a ajuda da Prefeitura do Rio, a Portela contou o enredo sobre o fascínio do mar, retratando desde a navegação até a mitolgia.

 

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