Cyneida Correia
Cyneida Correia

Após novo massacre, ministro nega que situação em presídios tenha saído do controle

Para Alexandre de Moraes, ministro da Justiça, mortes no presídio de Roraima ocorreram por 'acerto interno de contas' do PCC

Isadora Peron, Rafael Moraes Moura e Erich Decat, O Estado de S.Paulo

06 Janeiro 2017 | 12h34

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, negou nesta sexta-feira, 6, que o sistema prisional brasileiro vive uma guerra entre fações rivais e que a situação tenha saído do controle após um novo massacre na Penitenciária Agrícola de Boa Vista, em Roraima, que deixou 31 de mortos. 

“A situação dos presídios não saiu do controle. é outra situação difícil em Roraima. Roraima já tinha tido problemas anteriormente”, disse, após apresentar por duas horas o plano nacional de segurança sem mencionar o massacre.

Para o ministro, o episódio ocorrido nesta sexta-feira não é “aparentemente” uma retaliação do Primeiro Comando da Capital (PCC) à Família do Norte, autor do massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus.

O ministro afirmou que vai viajar a Boa Vista nesta sexta e ainda precisa “pegar mais informações” sobre o caso, mas que em um primeiro momento as execuções parecem ter sido um “acerto interno de contas”.

 

No início da semana, Moraes disse acreditar que o massacre em Manaus não se tratava simplesmente de uma guerra entre facções rivais e que não haveria retaliação do PCC. 

As declarações de Moraes foram dadas durante a apresentação do plano nacional de segurança elaborado pelo governo federal nesta sexta. Antes do início das perguntas de jornalistas, ele falou por cerca de duas horas sobre os detalhes das medidas, mas não mencionou o episódio ocorrido na madrugada desta sexta em Boa Vista.

Segundo ele, o diferencial do plano será justamente a cooperação com todos os Estados para solucionar esses problemas.

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