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Apps de aviação permitem negociar poltronas e até dar match, como no Tinder

Com o objetivo de facilitar contatos a bordo, viajantes têm criado aplicativos para conectar passageiros de um mesmo voo

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Mônica Reolom,
O Estado de S. Paulo

05 Março 2016 | 07h00

SÃO PAULO - Voo de 10 horas de duração e, ao fazer o check-in, você só consegue reservar uma poltrona no fim do avião, espremido entre duas pessoas. E se, além de mudar o assento, você ainda tivesse a possibilidade de incrementar seu networking e arranjar um encontro dentro da aeronave? Com o objetivo de facilitar negociação de poltronas, reuniões a trabalho e até paquera a bordo, viajantes têm criado aplicativos que proporcionam o contato entre passageiros de um mesmo voo.

Um aplicativo lançado em janeiro deste ano, o Seateroo, permite que os viajantes negociem assentos entre si, sem intermediação da companhia aérea. Com um valor mínimo de 5 dólares (o Seateroo fica com 15% do valor), o passageiro pode oferecer sua poltrona da janela, do corredor, da saída de emergência ou mesmo nas classes executivas e primeira classe a outros interessados que estejam no mesmo voo - e a barganha pode ocorrer, até, após a decolagem.

A ferramenta se baseou em uma pesquisa feita nos Estados Unidos em novembro do ano passado com 401 viajantes. O resultado apontou que 55% dos entrevistados afirmaram estar "moderada ou extremamente" dispostos a pagar por um "assento melhor" em voos de longa duração.

Parecido com o Seateroo, o aplicativo SeatGuru tem um outro foco: evitar que o passageiro se arrependa da escolha da poltrona. Lançado no ano passado pelo site de viagens TripAdvisor, o app ajuda a procurar pelo melhor assento com base nas configurações da aeronave. Exemplo: enquanto em alguns aviões as poltronas da saída de emergência, que ficam em cima da asa, são as de número 13, e em outros elas podem ser na fileira de número 20. Com a ferramenta, é possível escolher seu banco levando em conta todas as particularidades da aeronave para não errar como, sem querer, pegar um que não reclina.

O Quicket, por sua vez, é uma maneira de reunir passageiros. Além de serviços de busca e compra de passagens, o aplicativo permite que o usuário faça login pelo Facebook e encontre outros passageiros do mesmo voo que tenham o app e topem compartilhar suas informações. Os três aplicativos, embora somente em inglês, estão disponíveis para download no Brasil.

Paquera. Conhecido como Tinder dos Céus, o APP MileHi, também lançado em 2015, promete conectar pessoas de um mesmo voo. Para isso, importa dados do Facebook, como status de relacionamento e profissão, e permite que o usuário defina se sua viagem é para lazer ou negócios. O app ainda não é disseminado no País porque exige conexão Wi-Fi nas aeronaves, que ainda está em desenvolvimento pelas aéreas.

A ideia do criador da ferramenta é conectar profissionalmente os passageiros, embora o aplicativo possa ser usado para marcar encontros e abrir no celular conversas privadas. Ao jornal britânico Daily Mail, o empresário britanico e idealizador do app, Richard Lloyd, afirmou que o aplicativo é voltado para quem busca a praticidade. "Essa é uma ferramenta de negócios que visa a tornar a vida mais fácil para quem quer dividir um táxi ou talvezdescobrir quem no mesmo voo está indo à mesma conferência que você. Mas tenho certeza que alguns vão achar o app perfeito para networking social, tudo isso com as melhores intenções, é claro".

O Wingman, que também precisa de internet a bordo para funcionar, já tem um perfil bem voltado para o "social". "Voar enche o saco. Mas as pessoas não (ao menos, é o que achamos). Quando voamos, existem tantas histórias que se cruzam e se perdem ao mesmo tempo. Então nós construímos Wingman para ajudar você a fazer essas conexões enquanto viaja", afirma a descrição do aplicativo. Da mesma forma que o MileHi, essa ferramenta permite trocar mensagens e conhecer melhor os vizinhos de poltrona e, quem sabe, dar um "match".

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