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'Aqui eles são ótimos’, diz paciente

Pablo Pereira

08 Fevereiro 2014 | 22h 40

Moradores recebem visitas dos médicos em casa e elogiam o atendimento do programa

“Está com corazón de hombre de 20 anos”, diz o médico cubano Lorenzo Marcelino Hernandez ao paciente Alírio Pereira Medrado, de 55 anos, ao fim de um exame em Osasco, na Grande São Paulo. Em casa, no bairro Nova Osasco, Medrado ouve atento o “portunhol” de Hernandez com o diagnóstico. Em seguida, bem disposto, pede para sair em uma foto com o médico, um cirurgião cubano que atende na Unidade Básica de Saúde (UBS) Irmã Águeda Maria Jaime, no Jardim Teresa, vizinho da capital paulista.

“Já vai fazer 23 anos que estou na cama”, explica Medrado depois de receber o atendimento. Vítima de um tiro na coluna durante um assalto - ele foi baleado ao reagir ao ataque de ladrões -, Medrado é visitado semanalmente por profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) de Osasco, que tem um grupo de 23 médicos estrangeiros, trazidos pelo programa federal Mais Médicos.

“Eles têm vindo me ver em casa”, diz Medrado, ao lado da enfermeira Gesia Santos de Souza e da agente de saúde Agnes Albuquerque, integrantes do time do PSF do posto local.

Cada equipe do programa tem de cobrir uma área, chamada de microrregião, com até 4 mil habitantes - embora em Osasco, onde o programa está em fase de implementação, esse número pode até quadruplicar, chegando a cerca de 15 mil pessoas por equipe. “Eles são ótimos”, avalia Maria Pereira Medrado, de 83 anos, mãe de Alírio. Empolgada com o atendimento ao filho acamado, ela ouve do cubano orientações sobre alimentação, cuidados com o sal. “Eu também vou fazer meus exames com ele”, diz a idosa no final da visita de 20 minutos.

Barreira. Para a dona de casa Maria de Fátima da Silva, de 74 anos, que já foi atendida pelo menos três vezes pelos cubanos da UBS da Olaria do Nino, também em Osasco, a maior barreira entre médico e paciente está no idioma. Na semana passada, ao deixar o consultório número 13, onde foi examinada por Yaima Gonzalez, Maria de Fátima se disse satisfeita com a consulta.

“A gente demora um pouco para se entender, mas no fim dá tudo certo”, afirmou a viúva, mãe de cinco filhos. “Aqui eles são ótimos”, completou, avisando que se trata de pressão alta na UBS. A consulta, segundo ela, durou dez minutos.

Usuária da UBS, atendida por um ginecologista brasileiro, Claudete Milva Soares de Oliveira, de 40 anos, com dois filhos, também elogia os estrangeiros trazidos da ilha.

Estabelecida na Rua Cinco, na frente da UBS, Claudete toca uma lanchonete que atende frequentadores do posto de saúde. “Os pacientes sempre passam aqui para o lanche, e a gente só ouve elogios para esses médicos de fora”, disse a comerciante, em referência aos profissionais cubanos do Mais Médicos.

Moradora de outro bairro, o Primeiro de Maio, ela contou que faz seus acompanhamentos na unidade com um ginecologista brasileiro, mas que gostaria também de ser tratada pelo “doutor Lorenzo”.

No bairro Padroeira 2, onde funciona a UBS Getulino José Dias, onde trabalham dois cubanos, entretanto, a vida não é tão fácil. Na semana passada, a moradora Marta Maria de Lima Costa, de 47 anos, reclamava da falta de médicos. “Vim marcar ginecologista, mas só tem consulta em abril”, afirmou Marta. A prefeitura admite o déficit, agravado, segundo gestores, pelo período de férias dos profissionais.

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