Áreas indígenas vão atrasar BR-101, admite presidente

A presidente Dilma Rousseff disse ontem, em Maceió (AL), que o governo federal enfrenta problemas nas obras de duplicação das BR-101. Segundo ela, questões indígenas estão atrasando o trabalho no trecho que corta Alagoas. "As obras começaram em maio de 2010, mas estão sofrendo problema de continuidade, não com falta de verbas, mas por conta do atraso na liberação de licenças ambientais para os trechos que cortam áreas indígenas", disse ela.

Ricardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

26 Julho 2011 | 00h00

A presidente avisou ainda que o Exército não vai mais participar das obras de duplicação da rodovia. "O trecho que seria construído pelo Exército será colocado em licitação", informou em entrevista que deu no aeroporto. Um novo cronograma será montado levando em consideração as licenças ambientais e a escolha da construtora que irá assumir o trecho que o Exército vai deixar.

Dilma evitou comentar denúncias de irregularidades nas obras sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que estariam sendo objeto de investigação por parte do Tribunal de Contas da União (TCU).

Dos cinco trechos da BR-101 entregues pelo governo federal a empreiteiras, três teriam apresentados indícios de fraudes, pagamento de propina e má execução dos serviços. As denúncias investigadas pelo TCU envolvem os trechos que atravessam os Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

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