Arruda nega ter dado dinheiro do mensalão ao comando do DEM

Em nota, ex-governador afirmou que declarações feitas à revista ''Veja'' em setembro do ano passado tratavam de verba legal

, O Estado de S.Paulo

19 Março 2011 | 00h00

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda divulgou ontem nota em que diz, por meio dos advogados, não ter feito acusações contra a cúpula do DEM na entrevista publicada anteontem no site da revista Veja.

Na entrevista - concedida à revista em setembro de 2010, segundo seus advogados -, ele diz ter ajudado financeiramente a cúpula do DEM, partido ao qual era filiado até dezembro de 2009, quando estourou o escândalo de corrupção no DF.

Na nota, Arruda diz "que jamais admitiu qualquer ato de corrupção e que todas as ajudas destinadas a outros políticos ocorreram, sempre, através do partido e rigorosamente dentro da lei". Segundo o site da Veja, Arruda citou o presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), ao ex-presidente da legenda Rodrigo Maia (RJ), e a nomes como o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA), o senador Demóstenes Torres (GO), o ex-senador Marco Maciel (PE) e o deputado Ronaldo Caiado (GO). Políticos do PSDB e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também foram citados. Todos negam ter recebido qualquer tipo de ajuda do ex-governador.

Jaqueline. Alvo de inquérito criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) e de denúncia por quebra de decoro na Comissão de Ética da Câmara, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) sofreu mais um revés. O Ministério Público do DF e Territórios entrou ontem no Tribunal de Justiça com ação de improbidade administrativa contra a parlamentar e seu marido, Manoel Neto. Caso sejam condenados, eles devem ressarcir os cofres públicos e terão os direitos políticos suspensos por oito anos.

Jaqueline e Neto foram flagrados em fita de vídeo, divulgada em primeira mão pelo portal do Estado, quando recebiam um maço de R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais do DF, Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM. A ação alcança também Arruda.

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