Assalto a banco provoca 18 mortes em 2010, diz Contraf

Entre as vítimas fatais, sete são vigilantes, um bancário e seis clientes; Presidente da confederação afirma que agências têm que reforçar equipamentos de segurança

Solange Spigliatti, estadão.com.br

06 Outubro 2010 | 13h43

Pelo menos 18 pessoas já morreram durante assaltos a bancos em todo o País neste ano, segundo pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com base em informações publicadas pela imprensa. Entre as vítimas fatais, sete são vigilantes, um bancário e seis clientes, dentre outras pessoas. Os casos ocorreram em São Paulo (3), Rio Grande do Sul (3), Pará (2), Rio de Janeiro (2), Pernambuco (2), Paraná (2), Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal.

 

Entre o total de mortes, sete ocorreram durante os crimes conhecidos como "saidinha de banco". Segundo a Contraf, esse tipo de crime é mais intenso em Minas Gerais, onde a média de ocorrências chega a 70 por mês. Para evitar a propagação deste tipo de assalto, algumas cidades estão propondo a proibição do uso de celulares dentro das agências. Segundo a Contraf, no Rio, já foi aprovado um projeto de lei municipal que proíbe o uso de telefones celulares em agências bancárias, que já ocorrem em Salvador e Curitiba.

 

Para a Contraf, apenas a restrição ao uso dos telefones não reprime a ação. Para o órgão, o que impediria o aumento do crime seria a instalação de biombos entre as filas de caixas, filas de espera e entre os caixas. Esses biombos impediriam a visualização de terceiros durante as operações feitas nos caixas. Conforme o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro, "a ação dos bandidos começa dentro das agências e, por isso, esse crime não é somente um problema de segurança pública como tentam justificar alguns bancos, mas é um golpe que também precisa ser enfrentado por eles, através do reforço dos equipamentos de prevenção".

 

A melhoria da segurança nos bancos é uma das reivindicações da Campanha Nacional dos Bancários. "Estamos no oitavo dia de greve, iniciada na última quarta-feira, 29, buscando não somente aumento real de salários, PLR e pisos maiores, mas também melhores condições de saúde, segurança e trabalho", ressalta o dirigente sindical.

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