Assassinato de meninas revolta moradores em Belém

O assassinato das irmãs Bianca, de seis anos, e Adrieli Bentes de Souza, de cinco, ocorrido no sábado, mas cujos corpos só foram encontrados por familiares e amigos no domingo com sinais de estrangulamento e estupro, criou um clima de revolta entre os moradores do bairro da Pratinha, na periferia da capital paraense. Desde ontem, grupos de vizinhos e parentes das duas crianças estão atrás de suspeitos do crime para fazer justiça com as próprias mãos. As meninas estavam desaparecidas da casa dos pais desde o final da tarde de sábado e foram vistas pela última vez passeando de bicicleta a poucos metros do local onde moravam. A família acusa a polícia de agir com negligência ao se negar a procurá-las pelo bairro desde o momento em que o desaparecimento foi comunicado, ainda no sábado. Os policiais alegaram que só iriam procurar as crianças depois de decorridas 24 horas do desaparecimento. Os familiares e vizinhos, com fotos das vítimas, percorreram bares, feiras, conselhos tutelares e locais onde se realizavam festas atrás de Bianca e Adrieli. Um irmão e um primo do pai das menores conseguiram chegar a Rogério dos Santos, de 18 anos. Ele disse ter encontrado uma bicicleta abandonada num matagal a 700 metros da residência das crianças. Santos, que trabalha como carvoeiro, passou a ser tido como suspeito do crime. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado porque não havia provas para incriminá-lo. A polícia vai interrogá-lo novamente. Os corpos das crianças estavam a 50 metros da carvoaria onde Santos trabalha. Ao lado havia uma carteira de cigarros e uma garrafa de cerveja.

Agencia Estado,

13 Fevereiro 2006 | 18h53

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