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Ato contra Copa reúne 1,5 mil no centro do Rio

O Estado de S. Paulo

15 Maio 2014 | 20h 02

Professores e rodoviários que entraram em greve aderiram ao protesto que teve queima de álbuns de figurinhas do Mundial

Cerca de 1,5 mil pessoas, segundo cálculo da Polícia Militar, participaram do ato contra a Copa realizado nesta quinta-feira, 15, no centro do Rio, que recebeu a adesão de professores em greve e de parte dos motoristas de ônibus responsáveis pela paralisação desta semana. Os manifestantes caminharam da Central do Brasil até a sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova. Durante o percurso, álbuns de figurinhas da Fifa foram queimados por adeptos do Black Bloc.

O ato começou às 16 horas e até as 19h30, quando um grupo já reduzido de ativistas decidiu voltar para a Central do Brasil, não havia registro de confusão. Professores ligados ao Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) encerraram sua participação por volta de 19h30, ainda em frente à prefeitura.

A Avenida Presidente Vargas foi interditada e centenas de policiais acompanharam os manifestantes durante todo o trajeto. À frente, um grupo levava uma grande faixa com as frases: "Tem dinheiro para a Copa mas não tem pra salário, moradia e educação! Todo apoio às greves dos trabalhadores!".

Por volta das 20 horas, um PM usou spray de pimenta contra um grupo que chamara policiais de fascistas. Houve protesto, mas os manifestantes se dispersaram em seguida. O grupo que voltou para a Central do Brasil caminhou na contramão em meio aos carros e recebeu o apoio de motoristas e cobradores de ônibus no percurso. Depois, os manifestantes entraram correndo no hall da estação ferroviária da Supervia. Comerciantes baixaram suas portas, mas logo depois os manifestantes deixaram o local. Do lado de fora, PMs lançaram duas bombas de gás contra um grupo de cerca de 20 ativistas. Em seguida, o grupo se dispersou.

Chamado de "15M - Manifestação contra as injustiças da Copa", o ato desta quinta foi convocado por movimentos sociais. Trinta entidades, sindicatos e coletivos assinam o manifesto divulgado em redes sociais, entre elas o Comitê Popular da Copa, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), centros acadêmicos de universidades como UFRJ, UNIRIO, UFF e UERJ, além dos partidos políticos PCB, PSOL e PSTU. Durante o ato, manifestantes gritavam frases como: "Ei, Fifa, volta pra Suíça", "Ei, Dilma, como é que é, acaba com a PM e desocupa a Maré" e "A nossa luta unificou; rodoviário, estudante e professor."

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