Avião que caiu em Minas sofreu pane hidráulica

Um avião caiu na tarde desta quarta-feira em um terreno vazio próximo à cabeceira da pista do Aeroporto da Pampulha, na região norte da capital mineira. Os quatro ocupantes da aeronave morreram carbonizados. Além do piloto Alexandre Ferreira Jaques Gonçalves, morreram no local o co-piloto Rogério Fernandes Maggi e dois seguranças da empresa Pró-Forte, Washington José Leo e Leandro Henrique Palhares. Os corpos seriam encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte. O bimotor, modelo Navajo, prefixo PT-EHH, da empresa Astro Táxi Aéreo, decolou do aeroporto por volta das 15h20 e transportava valores para Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o avião teria sofrido uma pane hidráulica quando estava a cem quilômetros de Belo Horizonte. O piloto passou a se comunicar com a torre de controle por meio de uma outra aeronave e decidiu voltar, mas o avião caiu cerca de 30 minutos depois da decolagem. De acordo com testemunhas, antes de cair, o bimotor atingiu a rede elétrica e destruiu parte do muro do lote vazio. A queda provocou uma grande explosão e muita fumaça. Ninguém foi atingido no solo. De acordo com informações da Aeronáutica, o avião foi fabricado em 1976 e não possui caixa-preta. O montante que era transportado em valores não foi divulgado. O Departamento de Aviação Civil (DAC) informou que está investigando as causas do acidente e o laudo deve ser divulgado em 60 dias.

Agencia Estado,

11 Junho 2003 | 21h16

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.