Balas usadas para matar juíza foram identificadas após confissão, diz testemunha

Coronel Amaury Simões foi responsável pela sindicância aberta para apurar notícia de que munição pertencia à PM

O Estado de S. Paulo

04 Dezembro 2012 | 13h05

RIO DE JANEIRO - A primeira testemunha de defesa a ser interrogada no julgamento do cabo da PM Sérgio Costa Júnior, acusado de participação na morte da juíza Patricia Acioli, foi o coronel da PM Amaury Simões. Ele foi o responsável pela sindicância aberta para apurar a notícia veiculada pela imprensa de que os projéteis usados no crime pertenciam à corporação.

Simões disse que o lote da munição havia sido distribuído para os batalhões de São Gonçalo, na Região Metropolitana, e de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio.

O coronel afirmou que o comando do batalhão de Campos informou detalhadamente o destino de toda munição utilizada - ao contrário do comando do batalhão de São Gonçalo, que disse que não seria possível fazer esse levantamento porque a munição era distribuída aleatoriamente. Um dos 11 PMs acusados da morte da juíza é o então comandante do batalhão de São Gonçalo, tenente-coronel Claudio Luiz Silva de Oliveira.

Simões disse também que a investigação descobriu quem utilizou os projéteis que mataram Patricia apenas depois da confissão de Costa Júnior, réu que está sendo julgado nesta terça-feira,4.

A segunda testemunha de defesa ouvida foi Carlos Magno da Rosa Jacinto, morador de uma favela em São Gonçalo. Ele disse que considera o réu uma "ótima pessoa", pois em 2009 ele prendeu o estuprador de sua filha. Após o episódio, o policial se tornou amigo da família.

A defesa de Costa Júnior dispensou a oitiva da terceira testemunha arrolada. Com isso, por volta das 11h30 teve início o interrogatório do réu, que ainda continua.

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