Bancada governista terá controle da Assembleia de São Paulo

Apesar do crescimento do PT, que obteve 24cadeiras, PSDB e o aliado DEM ficaram com 31 vagas

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2010 | 00h00

SUCESSÃO PAULISTA

O PT elegeu o maior número de deputados, passando de 20 para 24 cadeiras, mas o governador eleito Geraldo Alckmin, do PSDB, não terá dificuldade para manter tranquila maioria na Assembleia Legislativa de São Paulo. Os tucanos mantiveram as 23 vagas atuais e contam com os 8 deputados eleitos pelo DEM na coligação. Alckmin deve buscar o apoio do PV que, graças ao desempenho da candidata à Presidência, Marina Silva, no Estado, passa a ter a terceira maior bancada, com 9 parlamentares.

O PTB e o PDT encolheram de 5 para 4 cadeiras, respectivamente, mas estão na mira dos tucanos para compor a frente governista. Com a possível adesão do PMDB, a base governista chegaria a pelo menos 48 deputados.

O PT também tentará compor com outros partidos para formar um bloco de oposição, com 28 parlamentares. "O governo deixa de ter uma maioria tão esmagadora, o que é bom para a democracia", avaliou o petista reeleito Hamilton Pereira.

As urnas revelaram o encolhimento do DEM no Estado, com a perda de 4 cadeiras. Também tiveram perdas o PSB, de 5 para 3, o PPS, de 5 para 4, o PP e o PSOL, ambos de 2 para 1. O PMDB (4), o PRB (2) e o PR (1) mantiveram suas posições. O PSC tinha 2 deputados e vai para 4. O PC do B, sem cadeira na atual legislatura, conseguiu eleger 2.

A renovação no quadro de deputados estaduais paulistas foi de 36%. Entre os 94 eleitos, que tomarão posse em março de 2011, 34 não exercem mandato. Dos 78 parlamentares atuais que tentaram a reeleição, 60 tiveram êxito.

Dentre os atuais deputados estaduais, 6 não concorreram e 10 buscaram mandato de deputado federal. Destes, 8 foram eleitos.

Os reeleitos representam 64% dos candidatos vitoriosos nas urnas no domingo, resultado bem acima da taxa histórica de reeleição na Assembleia de São Paulo desde 1950, que é de 43%. Em 2006, a reeleição ficou em 53%.

Três candidatos a deputado estadual pelo PSDB ocupam o topo da lista dos mais votados em São Paulo. Bruno Covas, Paulo Alexandre e Fernando Capez superaram a casa dos 200 mil votos. Campos Machado, do PTB, também passou a marca.

Não se reelegeram nomes conhecidos, como Vitor Sapienza, que tentava sua sétima legislatura pelo PPS, Uebe Rezek, do PMDB, três vezes deputado, e Roberto Felício, líder da bancada do PT.

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