1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Bento XVI desmente rumores sobre sua renúncia e diz que reza por Francisco

26 Fevereiro 2014 | 12h 24

Ratzinger reafirmou em carta que seu afastamento foi válido e disse que não existe duplo governo na Igreja

"Não há dúvida a respeito da validade da minha renúncia ao ministério petrino (papado)." Assim o papa emérito Joseph Ratzinger rejeitou como "absolutamente absurdas" as especulações de que ele tenha sido constrangido a se demitir em razão de um complô ou de pressões internas no Vaticano. Bento XVI fez as afirmações em carta endereçada ao vaticanista Andrea Tornielli, do jornal italiano La Stampa. Ratzinger reafirmou que sua renúncia foi válida e disse que não existe nenhuma "diarquia" no comando atual da Igreja. Ou seja, não existe um duplo governo, dele e de Francisco. Em seu texto, o papa emérito escreve que há apenas um "para reinante e em plenas funções (Francisco)". Por fim, ele afirmou que o único objetivo de suas "jornadas é orar por seu sucessor".

Tornielli escreveu que a carta de Ratzinger foi uma resposta às perguntas que o jornalista fez com base em questões levantadas por diversos meios de comunicação durante o aniversário de uma ano da renúncia  de Bento XVI. Em 11 de fevereiro de 2013, Ratzinger decidiu deixar o papado, o que não ocorria na Igreja havia seiscentos anos. O vaticanista afirmou que o papa emérito foi "sintético e preciso", desmentindo os supostos detalhes sobre bastidores de sua decisão. A carta ainda convida os fiéis a não dar significados impróprios às escolhas de Bento XVI, como àquela de manter as vestes brancas mesmo depois de ele ter deixado as funções como bispo de Roma.

Ratzinger escreve que "a manutenção do hábito branco e do nome Bento é uma coisa simplesmente prática". "No momento da renúncia não havia à disposição outras roupas. De resto, porto o hábito de modo claramente distinto daquele do papa. Aqui também se trata de especulação sem o mínimo de fundamento."  No fim de semana passado, Bento XVI compareceu ao consistório que nomeou os novos cardeais da Igreja, entre eles d. Orani Tempesta, arcebispo do Rio. Ratzinger, segundo o vaticanista, não quis nenhum lugar especial ou separado dos demais presentes na cerimônia e sentou-se em uma cadeira igual à dos cardeais, em um canto, ao lado deles. Quando o papa Francisco, ao início e depois no fim da cerimônia, aproximou-se para saudá-lo e abraçá-lo, Bento retirou o solidéu em reverência ao colega, segundo Tornielli, para "atestar publicamente que o papa é um apenas".

  • Tags:

Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo