Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Brasil

Brasil » BHP diz que rejeitos expelidos por barragem são metade de previsão

Brasil

REPRODUÇÃO/PREFEITURA DE LINHARES

Brasil

Samarco

BHP diz que rejeitos expelidos por barragem são metade de previsão

Controladora da Samarco afirma que volume é 'significantemente menor' do que projeções; comunicado vem depois de notificação

0

Luísa Martins,
O Estado de S. Paulo

08 Janeiro 2016 | 13h44

BRASÍLIA -  A BHP Billiton, uma das acionistas da mineradora Samarco, informou, em comunicado nesta sexta-feira, 8, que o volume de rejeitos expelidos pela Barragem de Fundão é de 32 milhões de metros cúbicos. Cálculos iniciais mostravam quase o dobro: 62 milhões. 

Segundo balanço da Samarco durante os dois meses que sucederam o desastre, 85% dos rejeitos liberados foram retidos dentro dos 85 quilômetros da Barragem de Fundão. "Portanto a quantidade de rejeitos liberada é significantemente menor do que algumas estimativas iniciais", diz a nota. A avaliação foi feita por meio de imagens de satélite.

O comunicado vem um dia depois de o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade notificarem a empresa a coletar amostras de água nas proximidades do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia.

Segundo os órgãos ambientais, um vento sul "mudou a rota" da lama no litoral, fazendo-a se espalhar também na direção norte, embora de maneira mais diluída. A mineradora disse acreditar que o material "seja uma parte diluída da pluma, misturada aos sedimentos da foz do Rio Caravela e demais sedimentos da região, que foram revolvidos em função de um fenômeno climático raro, que ocasionou fortes ressacas ao longo da costa capixaba e parte do litoral baiano".

A mineradora afirmou, ainda, que nos próximos dias vai realizar a dragagem da barragem da Usina de Candonga, o que "melhorará a qualidade da água".

Na nota, a Samarco salienta que "análises independentes do rio (...) confirmaram as avaliações anteriores de que o material de rejeitos liberado não é tóxico" e que "trabalhos também estão sendo desenvolvidos (...) para controlar quaisquer impactos contínuos às usinas hidrelétricas devido ao acúmulo de sedimentos e turbidez".

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

0 Comentários

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.