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BHP diz que rejeitos expelidos por barragem são metade de previsão

- Atualizado: 08 Janeiro 2016 | 15h 10

Controladora da Samarco afirma que volume é 'significantemente menor' do que projeções; comunicado vem depois de notificação

BRASÍLIA -  A BHP Billiton, uma das acionistas da mineradora Samarco, informou, em comunicado nesta sexta-feira, 8, que o volume de rejeitos expelidos pela Barragem de Fundão é de 32 milhões de metros cúbicos. Cálculos iniciais mostravam quase o dobro: 62 milhões. 

Segundo balanço da Samarco durante os dois meses que sucederam o desastre, 85% dos rejeitos liberados foram retidos dentro dos 85 quilômetros da Barragem de Fundão. "Portanto a quantidade de rejeitos liberada é significantemente menor do que algumas estimativas iniciais", diz a nota. A avaliação foi feita por meio de imagens de satélite.

Imagens aéreas do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos
Manu Dias/Governo da Bahia/Divulgação
Sul da Bahia

A mancha de lama originária da tragédia de Mariana, que vinha se espalhando no litoral do Espírito Santo, sentido sul, agora se dispersou também para o norte, alcançando as proximidades do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia

O comunicado vem um dia depois de o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade notificarem a empresa a coletar amostras de água nas proximidades do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia.

Praia de Pontal do Ipiranga, interditada por causa da lama de rejeitos

Praia de Pontal do Ipiranga, interditada por causa da lama de rejeitos

Segundo os órgãos ambientais, um vento sul "mudou a rota" da lama no litoral, fazendo-a se espalhar também na direção norte, embora de maneira mais diluída. A mineradora disse acreditar que o material "seja uma parte diluída da pluma, misturada aos sedimentos da foz do Rio Caravela e demais sedimentos da região, que foram revolvidos em função de um fenômeno climático raro, que ocasionou fortes ressacas ao longo da costa capixaba e parte do litoral baiano".

Lama muda a cor do mar na foz do Rio Doce
Gabriela Biló/Estadão
Lama

A lama de rejeitos de minério que vazou da barragem da Samarco já chegou ao mar, após passar pelo trecho do Rio Doce no distrito de Regência, em Linhares, no Espírito Santo.

A mineradora afirmou, ainda, que nos próximos dias vai realizar a dragagem da barragem da Usina de Candonga, o que "melhorará a qualidade da água".

Na nota, a Samarco salienta que "análises independentes do rio (...) confirmaram as avaliações anteriores de que o material de rejeitos liberado não é tóxico" e que "trabalhos também estão sendo desenvolvidos (...) para controlar quaisquer impactos contínuos às usinas hidrelétricas devido ao acúmulo de sedimentos e turbidez".

Histórias de Mariana
Tiago Queiroz/Estadão
Histórias de Mariana

A menina Lucineia Cristina da Silva, desabrigada, na van que a levaria para um dia recreativo em um clube. Vítimas do rompimento da Barragem do Fundão da mineradora Samarco tentam retomar de suas vidas. Estouro da barragem espalhou 62 milhões de metros cúbicos de água e lama, matou pelo menos 11 pessoas, deixou 12 desaparecidas, mais de 600 desabrigadas e muitas cidades com distribuição de água potável comprometida.

 

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