Bolsa-Família age como freio à queda de petista

O Bolsa-Família foi um freio à queda de Dilma Rousseff (PT). Até duas semanas antes do primeiro turno, a petista sustentava 69% das intenções de voto entre os beneficiários do programa. Na última semana ela caiu para 62% nesse segmento, e agora tem 61%.

Análise: José Roberto de Toledo, O Estado de S.Paulo

14 Outubro 2010 | 00h00

Entre os eleitores que não participam de nenhum programa federal, a eleição está empatada: 45% (Dilma) a 46% (José Serra).

Há forte correlação entre a penetração do Bolsa-Família e voto na petista. A votação em Dilma cresce nos municípios onde o porcentual de atendidos pelo programa é maior.

O Ibope mostra que a candidata do PT segue à frente de Serra nas duas regiões onde o Bolsa-Família tem peso maior: Nordeste e Norte/Centro-Oeste. O tucano lidera no Sul. Os dois empatam no Sudeste.

Quando se analisa a intenção de voto dos beneficiários do Bolsa-Família segundo sua religião, nota-se que Dilma teve pequena perda só entre os evangélicos que participam do programa, mas sustentou sua intenção de voto entre os católicos que recebem a bolsa.

Ou seja, entre o bolso e a consciência religiosa, o primeiro tem falado mais alto até agora para os beneficiários do programa. Especialmente para aqueles que têm renda familiar mais baixa. Por isso, a disputa pela Presidência deve se concentrar no Sudeste, especialmente nas maiores cidades. Não só porque é o maior colégio eleitoral do País, mas também porque é onde se concentra grande parte do eleitorado de Marina Silva (PV).

É JORNALISTA ESPECIALIZADO NO USO DE PESQUISAS

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