Bolsa Família vira elo com eleitorado feminino

Uma semana após anunciar um reajuste médio de 19,4% para o Bolsa Família, a presidente Dilma Rousseff buscou, em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta, aproximar-se do eleitorado feminino, afirmando que o aumento nos benefícios abriu as comemorações do Dia Internacional da Mulher, celebrado hoje. O programa social, ressaltou a presidente, é feito "para as mulheres, para a sua família e seus filhos".

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

08 Março 2011 | 00h00

O reajuste deve elevar o benefício médio de R$ 96 para R$ 115, com ganho real - descontada a inflação - de 8,7% sobre o período entre setembro de 2009 e este mês. Dilma destacou que o aumento maior para a parcela paga com base na quantidade de filhos, que chega a 45%, tem o objetivo de dar uma proteção adicional a crianças e adolescentes.

"Eles estão em fase de crescimento, precisando se alimentar melhor. Você que tem uma criança em casa sabe muito bem: é nessa fase que a mãe tem que gastar mais dinheiro com os filhos, comprando comida, acompanhando o peso, acompanhando o crescimento", disse Dilma, lembrando que as famílias mais pobres também são aquelas que geralmente têm mais crianças.

"Eu sou mãe", prosseguiu, "e imagino como é difícil para uma mãe ouvir um filho pedir comida e não ter para dar. Isto talvez seja o maior benefício do Bolsa Família". De acordo com a presidente, o reajuste do Bolsa Família também foi um passo para a implantação do Programa de Erradicação da Miséria, um dos carros-chefe de sua campanha presidencial. Pelas contas do governo, o aumento dos benefícios deve atender 12,9 milhões de famílias e gerar uma despesa extra de R$ 2,1 bilhões em 2011, o que obrigará um remanejamento de outros gastos.

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