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Brasil é 6º em morte de jovens no mundo

O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2014 | 23h 24

Em total de casos, País só perde para Nigéria; estudo do Unicef ainda aponta que 10% das meninas já fizeram sexo forçado

O Brasil é o 6° país do mundo em número de homicídios de crianças e adolescentes até os 19 anos, segundo um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado nesta quinta-feira, 4.

O documento, que contém informações de 190 países e é considerado a maior compilação de dados sobre violência infantil realizada até hoje, mostra que o Brasil tem 17 mortes nessa faixa etária a cada 100 mil habitantes. Os países na frente do Brasil são El Salvador, com 27 mortes, Guatemala, com 22, Venezuela, com 20, Haiti, com 19, e Lesoto, com 18.

Em números absolutos, no entanto, o País teve mais de 11 mil homicídios de pessoas de 0 a 19 anos em 2012, atrás apenas da Nigéria, que tem quase 13 mil. Adolescentes negros têm risco três vezes maior de serem assassinados que brancos da mesma idade.

Segundo o Unicef, a violência cresceu “dramaticamente” nos grandes centros urbanos brasileiros na últimas décadas. Isso se deve, diz o relatório, ao aumento da desigualdade, o acesso facilitado às armas de fogo, o alto consumo de drogas e o crescimento da população jovem.

“O homicídio é a primeira causa de morte entre os homens de 10 a 19 anos no Panamá, na Venezuela, em El Salvador, em Trinidad y Tobago, no Brasil, na Guatemala e na Colômbia”, sustenta o informe. Em um quinto dos homicídios em todo o mundo as vítimas têm menos de 20 anos, com um total de 95 mil mortos em 2012.

Violência. Uma em cada 10 meninas em todo o mundo já sofreu algum tipo de ato sexual forçado e 6 em 10 crianças de 2 a 14 anos são agredidas regularmente por seus pais, de acordo com o relatório.

Intitulado de Ocultos à plena luz, o documento visa a suprir de dados os governos para que eles adotem políticas em relação à violência infantil.

“Estes são fatos inquietantes - que nenhum governo, pai ou mãe gostaria de ver,” disse o diretor executivo da Unicef, Anthony Lake. “Mas, se não enfrentarmos a realidade que cada uma destas estatísticas revoltantes representa, a vida de uma criança cujo direito a uma infância segura e protegida foi violado, nunca mudaremos a mentalidade segundo a qual a violência contra as crianças é normal e tolerável. Ela não é nem uma coisa nem outra.”

O documento de 206 páginas indica que cerca de 120 milhões de meninas ou adolescentes menores de 20 anos, ou uma em cada dez, teve relações sexuais à força e uma em cada três adolescentes casadas entre os 15 e os 19 anos foi vítima de violência emocional ou física por seu parceiro. Em locais como o Congo e a Guinea Equatorial, a violência do parceiro se eleva a 70%.

“Em alguns países, existe um número maior de pessoas que justifica a violência do marido contra a mulher do que o castigo físico dr crianças”, disse a coordenadora do informe, Claudia Cappa.

O relatório também revela que três em cada dez adultos creem que o castigo físico é necessário para criar os filhos. Em 58 países, 17% dos menores sofre “graves formas de castigo físico”, um nível que chega a 40% em nações como o Egito e o Iêmen.

Cerca da metade de todas as adolescentes entre os 15 e os 19 anos acham justificável que um marido bata em sua esposa “em determinadas circunstâncias”. A proporção chega a 80% em países como Afeganistão, Jordânia e Timor Leste./ COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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