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Brasil pede que papa interceda por brasileiro condenado na Indonésia

Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da chegou a dizer que é preciso que 'um milagre' reverta a situação

O Estado de S. Paulo

16 Janeiro 2015 | 18h17

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, disse nesta sexta-feira, 16, que encaminhou à representação da Santa Sé no Brasil um dossiê com detalhes do caso do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, que deve ser executado na Indonésia neste fim de semana. A intenção, de acordo com Garcia, é que o documento possa chegar ao conhecimento do papa Francisco, que poderia interceder pela vida do brasileiro.

"Mantive contato com a Nunciatura Apostólica e fiz chegar à representação da Santa Sé no Brasil um pequeno dossiê com os dados dessa execução. Me foi assegurado que seria enviado à Secretaria de Estado do Vaticano para que Sua Santidade pudesse interceder em favor de uma atitude de clemência por parte do governo indonésio", disse Garcia. Em conversa com jornalistas, o assessor especial chegou a dizer que é preciso esperar que "um milagre" possa reverter a situação.

A presidente Dilma Rousseff conversou na manhã desta sexta-feira, 16, com o presidente da Indonésia, Joko Widodo, para transmitir “apelo pessoal” por razões "eminentemente humanitárias" em favor dos brasileiros Marco Archer Cardoso Moreira e Rodrigo Muxfeldt Gularte, ambos condenados à morte, informou em nota a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

De acordo com o governo brasileiro, o presidente Widodo “disse compreender a preocupação da presidente com os dois cidadãos brasileiros, mas ressalvou que não poderia comutar a sentença de Marco Archer, pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”.

Segundo a nota da Secom, Dilma lamentou profundamente a decisão de Widodo de manter a decisão pela execução de Marco Archer, episódio “que vai gerar comoção no Brasil e terá repercussão negativa para a relação bilateral”./COM AGÊNCIA BRASIL

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