Reprodução/Facebook
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Brasileira de 17 anos é detida no aeroporto de Miami

Mãe de Liliana Matte viajou para Chicago, para onde a filha foi levada, para tentar liberá-la; caso é o terceiro em cinco meses

Cyneida Correia, Especial para o Estado

29 Agosto 2016 | 12h16
Atualizado 29 Agosto 2016 | 16h52

BOA VISTA - A brasileira Liliana Matte, de 17 anos, foi detida no aeroporto Opa Locka Executive, em Miami, nos Estados Unidos, no dia 22 de agosto e levada para um abrigo para menores em Chicago, no Estado de Illinois. Na manhã desta segunda-feira, 29, a mãe da adolescente, Anaíse Matte, embarcou em Roraima rumo aos EUA para tentar a liberdade da filha.

Segundo Anaíse, Liliana chamou a atenção no aeroporto por tirar uma selfie em uma área restrita. A mãe contou que soube da situação da filha no dia 23. Ela ficou detida no aeroporto até o dia 24 e em seguida foi transferida para o abrigo, onde está usando uniforme do local e não tem acesso aos seus pertences.

Em entrevista ao Estado, Anaíde disse que está levando a documentação solicitada pelo governo para liberar a filha e que pedirá ajuda à embaixada brasileira em Chicago. A mãe contou que conversou com ela, pelo telefone. "Podemos nos comunicar com ela apenas por dez minutos, duas vezes na semana, em ligações vigiadas. Ela chora desesperada cada vez que nos falamos. Não temos previsão de quando isso será resolvido."

Liliana, que está de férias com amigos em viagem pelos Estados Unidos, deveria retornar ao Brasil no dia 1º de setembro, para participar do Miss Brazil Model 2016, que será realizado no segundo fim de semana do mês, quando a jovem deve passar a faixa de miss para a campeã do concurso deste ano.

Em nota, o Itamaraty informou que, por determinação das leis americanas, as autoridades migratórias dos Estados Unidos mantêm sob sigilo os motivos de retenção de menores de idade. O Consulado-Geral do Brasil em Chicago "mantém contato permanente" com as famílias das menores de idade e com as autoridades locais "com vistas a assegurar o devido processo em ambos os casos", disse a pasta. 

Segundo o Itamaraty, o diplomata do Consulado realizou no dia 25 de agosto visita às duas brasileiras no abrigo para menores em que se encontram. "O Consulado solicitou às autoridades urgência na análise dos casos e no agendamento das audiências que decidirão sobre o retorno das menores ao Brasil. No caso da menor Anna Stéfane Radeck, a audiência que decidirá sobre seu retorno ao Brasil está prevista para amanhã, 30/8", informou a pasta.

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil declarou, em nota, que é proibida por lei americana a comentar o assunto. Mas afirmou que espera uma rápida resolução da situação das jovens. "Para proteger a privacidade dos cidadãos americanos e de visitantes aos EUA, leis americanas nos proíbem comentar ou compartilhar detalhes sobre casos individuais de visto e/ou imigração de cidadãos. Estamos cientes do caso em questão e sabemos que as autoridades americanas apropriadas também estão cientes e trabalhando nisso", afirmou a Embaixada.

 

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