Cabral sonha com ajuda de Obama ao Rio

Governador prepara ''roteiro sentimental'' para o presidente e espera boa vontade do Eximbank

Luciana Nunes Leal, O Estado de S.Paulo

08 Março 2011 | 00h00

Ao mesmo tempo em que propôs um roteiro sentimental ao presidente americano Barack Obama, que visita o Rio no próximo dia 20, um domingo, o governador Sérgio Cabral (PMDB) espera ações concretas em investimentos no Estado e no País. No primeiro dia de desfile do Grupo Especial no sambódromo, Cabral disse que Obama "pode quebrar uma tradição medíocre da relação dos Estados Unidos com o Brasil".

No final do mês, Cabral se reúne em Washington com o Eximbank - que financia a ação de empresas americanas em outros países. "O Eximbank tem interesse em estar presente no Rio. Isso é muito bom, seja para Olimpíada, para Copa do Mundo, para a infraestrutura", disse Cabral, para que m os EUA podem olhar o Brasil e a América do Sul "com mais proximidade".

O roteiro de Obama, segundo o governador, inclui pelo menos três visitas: ao Cristo Redentor, a uma favela com Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) e a um terceiro local onde o presidente discursará para um grande público.

O governador sugeriu que Obama visite a favela do Chapéu Mangueira, no Leme, que foi cenário do filme Orfeu Negro, do francês Marcel Camus. A obra, inspirada em peça de Vinícius de Moraes, encantou a mãe do presidente americano, como ele conta em sua autobiografia.

Na entrevista, o governador atravessou o samba ao chamar a presidente Dilma Rousseff de "presidenta Lula". Foi quando falava sobre criar UPPs em outros Estados que veio o ato falho: "A presidenta Lula tem dito isso com muito entusiasmo".

Cabral, que se disse emocionado por "celebrar o carnaval com tantas comunidades pacificadas", ficou até o fim do desfile, para assistir, de camisa verde e rosa, à sua escola, Mangueira, última a desfilar.

Consenso. Também presente ao sambódromo, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, adiantou que sua equipe vai trabalhar em um novo projeto de lei sobre direitos autorais que possa chegar ao Congresso "com um mínimo de consenso". A ministra disse que ainda vai analisar a proposta feita no governo anterior. "Não posso endossar uma proposta que ninguém conhece", avisou.

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