Ronaldo Bernardi/Agência RBS
Ronaldo Bernardi/Agência RBS

Cachorro não reconhecido como Pinpoo será encaminhado à adoção no RS

Duas semanas depois de sumir em aeroporto, o 'verdadeiro' Pinpoo foi encontrado nesta quinta

Elder Ogliari, O Estado de S. Paulo

17 Março 2011 | 18h23

PORTO ALEGRE - Após o reencontro de Pinpoo com a dona, ficou a dúvida: o que será do primeiro cachorro que a aposentada Nair Flores, de 64 anos, não reconheceu como o mascote perdido? A Gollog informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o cachorro que está numa clínica e será encaminhado à adoção.

 

Duas semanas depois de sumir, o "verdadeiro" Pinpoo foi encontrado hoje e passou o dia nos braços da aposentada, e em diferentes ambientes, como a casa da dona, uma clínica veterinária e até um estúdio de televisão em Porto Alegre.

 

A aventura do animal perdido no Aeroporto Salgado Filho mobilizou a dona, comunidades de Porto Alegre e Alvorada, funcionários da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e da Gollog, soldados da Brigada Militar e boa parte da imprensa nacional, que deu grande cobertura ao caso.

 

Pinpoo tem 11 meses, é resultado do cruzamento das raças pinscher e poodle, e viajaria como carga de Porto Alegre para Vitória (ES) no dia 2 de março. Iria acompanhar a dona nas férias em Guarapari. Mas, segundo funcionários do aeroporto informaram à aposentada, escapou da caixa de transporte e sumiu.

 

Ao saber da fuga, Nair voltou à capital gaúcha, passou a procurar seu bichinho diariamente no aeroporto e torceu o tornozelo durante a procura. Na terça-feira, 15, no entanto, concluiu que aquele animal não tinha reações iguais ao seu e retomou as buscas.

 

A busca terminou no final da noite de quarta-feira, 16, quando três policiais militares foram à casa da aposentada e entregaram a ela seu Pinpoo. O cachorro logo pulou no colo da dona, encheu-a de lambidas e recebeu diversos beijos. "É ele, com todos os defeitos e manias", afirmou a dona, manifestando tanta certeza que deixou até de falar em DNA, exame ao qual admitia recorrer para dirimir dúvida sobre a origem do suposto Pinpoo, ainda internado sob responsabilidade da Gollog.

 

O fim da novela também revelou como Pinpoo passou os dias em que esteve sumido. O cachorro perdeu-se num matagal próximo ao hangar do Batalhão de Aviação da Brigada Militar, do outro lado da pista do aeroporto na perspectiva de quem está no terminal de passageiros. No sábado, 12, foi visto por policiais militares que trabalham no local, mas mostrava-se amedrontado e fugia diante de qualquer movimento ou dos sinalizadores luminosos dos veículos.

 

Supondo que o cão arredio fosse Pinpoo, os policiais trataram de atraí-lo com comida. Na noite de quarta-feira, o cachorro não resistiu ao cheiro de um pedaço de frango e entrou numa sala, onde foi fechado. Para ter certeza de que estava diante do animal extraviado, o sargento Paulo Ribas chamou-o pelo nome. Pinpoo atendeu. Poucas horas depois, três policiais militares entregaram o cachorro à dona.

 

Nesta quinta-feira, a aposentada levou seu cão ao veterinário, onde constatou que ele está bem, e até ao Jornal do Almoço, da RBS TV, onde deu entrevista ao lado do sargento Ribas. "Ele é de estar sempre de olho em mim, mas não é de muito colo", narrou, segurando Pinpoo, que dormia. A aposentada promete processar a empresa pelos danos que sofreu. A Gollog não emitiu comentários sobre a intenção da cliente.

Mais conteúdo sobre:
Pinpoo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.