Caixas-pretas de avião acidentado no PE estão queimadas, diz investigador

Até a noite desta quinta, 14, sete das 16 vítimas da queda da aeronave no Recife foram identificadas

Ângela Lacerda, O Estado de S. Paulo

14 Julho 2011 | 19h59

RECIFE - O presidente da comissão que investiga a queda do L410 da Noar Linhas Aéreas, coronel Fernando Silva Alves de Camargo, disse nesta quinta-feira, 14, em entrevista à Rádio Força Aérea FM, que as caixas-pretas da aeronave que caiu na quarta-feira, 13, no Recife, estão queimadas e serão encaminhadas ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aernáuticos (Cenipa). Segundo ele, será feito um primeiro exame para verificar as condições de leitura dos equipamentos.

 

De acordo com o coronel, a coleta de materiais na área do acidente está encerrada. Foram recolhidos dois motores, o conjunto de hélices, o painel de alarmes, as caixas-pretas e alguns componentes pequenos, a exemplo e interruptores e alavancas que deverão ser analisados depois de passar por uma triagem.

 

Na sua avaliação, por serem fabricados na República Tcheca, a análise dos motores terá uma dificuldade adicional: "sua abertura exige ferramentas específicas", observou ele, que não aposta em nenhuma hipótese sobre as causas do acidente."Por enquanto, estamos mais coletando dados do que fazendo conjecturas".

 

Vítimas. Já foram identificados os corpos de sete passegeiros. O acidente matou 16 pessoas. Todos tiveram politraumatismo como causa da morte. A identificação foi feita através de impressão digital. O prazo previsto para a conclusão do processo é de 10 dias.

 

Pouco mais de três minutos após decolar, às 6h51, o bimotor da Noar Linhas Aéreas caiu no início da manhã de quarta-feira, no bairro de Boa Viagem, zona sul do Recife. A aeronave deveria cumprir o voo 4896 pela rota Recife-Natal-Mossoró.

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