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Calor mata 45 mil frangos em granja de Martinópolis-SP

Sandro Villar - Especial para o Estado

09 Fevereiro 2014 | 20h 27

Aves foram jogadas em valas improvisadas e podem contaminar o solo, alerta Cetesb, que exige retirada dos frangos e não descarta multa

PRESIDENTE PRUDENTE - Cerca de 45 mil frangos morreram sufocados pelo calor na tarde de sexta-feira em uma granja na zona rural de Martinópolis, no oeste paulista. Os ventiladores dos galpões pararam de funcionar devido à queda de energia elétrica. Sem ventilação e nebulização, as aves não resistiram. O corte de energia durou pelo menos quatro horas. A decomposição dos frangos gerou reclamações dos moradores por causa do mau cheiro.

 Eles chamaram a Polícia Ambiental, que enviou uma patrulha ao local. Os policiais ambientais acionaram a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) porque constataram irregularidades no descarte dos animais. "Não é assunto nosso (o descarte)", resumiu um policial ambiental que pediu anonimato. Os frangos foram jogados em quatro valas improvisadas. Doze funcionários da granja realizaram o serviço.

Uma equipe da Cetesb, de Presidente Prudente, vistoriou a área neste domingo e apurou que o descarte foi feito de forma irregular. Há risco de contaminação do solo e do lençol freático por causa da decomposição dos animais, segundo os técnicos. O correto seria a granja incinerar as aves ou providenciar a compostagem.

 A granja, que não teve o nome divulgado, terá de retirar os frangos das valas sob pena de ser multada. O valor da multa não foi revelado. Segundo a Cetesb, a granja terá prazo para providenciar a retirada. A Cetesb fará novas vistorias nos próximos dias. Os responsáveis pela empresa não foram localizados na tarde deste domingo.