Câmara dá abono só para quem ganha o piso e professores mantêm greve

Para encerrar paralisação que já dura mais de um mês, os docentes exigiam a incorporação do abono para toda a categoria

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

28 Maio 2014 | 18h50

SÃO PAULO - Ao contrário do que exigiam os professores municipais em greve desde o dia 23 de abril, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira, 28, por volta das 18h40, em primeira discussão, por 39 votos favoráveis e 4 contrários, a proposta do prefeito Fernando Haddad (PT) que da bônus complementar de 15,38% para professores e servidores da da rede municipal que recebem o piso. Para encerrar a paralisação, os docentes exigem a incorporação do abono.

Líder do PT, o vereador Alfredinho (PT) afirmou que a discussão sobre a inclusão do abono para profissionais da Prefeitura será feita só em 2015. O Sindicato dos Professores Municipais informou que a decisão do Legislativo deve resultar na manutenção da greve, o que será decidido na nova assembleia da categoria marcada para esta sexta-feira, às 16 horas, na frente da Prefeitura.

A incorporação do abono é o impasse entre sindicatos e a Prefeitura. A greve já dura mais de um mês. O prefeito Fernando Haddad (PT) defende que não há orçamento para garantir neste ano a incorporação - os sindicatos exigem uma data.

Os professores e servidores da educação municipal tiveram reajuste de 13,43% neste mês, índice previsto em lei de 2011 - ainda na gestão de Gilberto Kassab (PSD). A categoria entende que o porcentual já era direito garantido. Educadores defendem que a greve não é só por questões salariais, mas também por melhorias nas condições de trabalho.

Atualizado às 20h26

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