Candidato opositor tenta confirmar favoritismo

Paraíba

Adelson Santos, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2010 | 00h00

O Exército foi convocado para garantir a tranquilidade das eleições na Paraíba, onde o governo é disputado por Ricardo Coutinho (PSB) e o governador José Maranhão (PMDB). Tropas estarão em João Pessoa, Campina Grande, Patos, Sousa e Guarabira. A Polícia Federal terá reforço de agentes do vizinho estado de Pernambuco.

O segundo turno foi acirrado. No fim da disputa, os dois candidatos - aliados até o primeiro semestre de 2009 -, passaram a se atacar. Coutinho acusou Maranhão de ter abandonado a educação e o governador afirmou que o adversário defende a legalização das drogas.

O candidato peemedebista liderou todas as pesquisas no primeiro turno, mas acabou em segundo lugar - o adversário manteve a liderança no segundo turno. Segundo pesquisa do Ibope, realizada entre 29 e 30 de outubro, Coutinho somava 52% dos votos válidos contra 48% do atual governador. No primeiro turno, Coutinho obteve 942.121 votos (49,74%) e Maranhão, 933.754 votos (49,30%). Segundo o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), 2.738.313 eleitores estão aptos.

Os candidatos recorreram a lideranças nacionais que foram à Paraíba ou apareceram no programa eleitoral. Coutinho levou os governadores reeleitos de Pernambuco e do Ceará, Eduardo Campos e Cid Gomes; o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (todos do PSB); a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) e o deputado eleito Romário (PSB-RJ). Maranhão recorreu ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, e apresentou gravação na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o chama de competente e pede que votem nele.

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