Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE

Capital paulista registra temperatura mais alta do inverno de 2012

Termômetros do Inmet marcaram 34,1°C no Mirante de Santana, na zona norte; índice é a 2ª maior marca de calor de todo o ano

Priscila Trindade e Gheisa Lessa - O Estado de S. Paulo,

18 Setembro 2012 | 12h28

Texto atualizado às 16h16.

SÃO PAULO - A capital paulista registrou na tarde desta terça-feira, 18, a temperatura mais alta do inverno de 2012. Às 15 horas, os termômetros marcaram 34,1°C na estação do Mirante de Santana, na zona norte da cidade. O recorde anterior de inverno foi registrado na tarde desta segunda-feira, 17, com 33,9°C.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice de hoje também é a 2ª maior marca de calor de todo o ano, perdendo apenas para o dia 1° de março, quando a temperatura alcançou os 34,3ºC.

Ar. A cidade voltou ao estado de atenção por causa da baixa umidade do ar nesta terça-feira. A determinação parte da Defesa Civil após avaliar o índice de 29%, registrado pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), nesta manhã. As autoridades recomendam que os paulistas evitem a prática de exercícios físicos ao ar livre.

Com 62 dias sem chuvas significativas, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) espera que a capital supere o recorde de calor entre os dias de inverno com a máxima acima de 34ºC.

O valor de 29% de umidade do ar é uma estimativa média entre todas as captações em 14 estações do CGE espalhadas por São Paulo. O centro diz que um novo relatório pode ser elaborado ao longo desta terça com objetivo de avaliar se o número sofreu alterações. Para a Defesa Civil, quando a porcentagem está entre os 12 e 20, o dado é considerado alarmante para a população.

Segundo o órgão, nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre devido às piores condições de dispersão. Esse aumento propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares.

Para diminuir os efeitos do ar seco é preciso evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas; umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, entre outros; sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas arborizadas e consumir bastante água.

Sem medidas preventivas, algumas pessoas (principalmente idosos, crianças e com problemas cardíacos ou respiratórios) podem sofrer os seguintes sintomas:

- Ressecamento de mucosas do nariz e da garganta;

- Nariz entupido ou com sangramento, espirros, tosse, dificuldade para respirar, rinite e crises de asma;

- Aumento do risco de infecções respiratórias;

- Piora das doenças respiratórias preexistentes, como asma, bronquite, rinite e enfisema;

- Ressecamento da pele;

- Irritação dos olhos por ressecamento, com vermelhidão, ardência, sensação de areia nos olhos, coceira e aumento das conjuntivites alérgicas.

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