Casa popular agora tem até showroom

?Idéia afasta cara de conjunto habitacional?

O Estadao de S.Paulo

09 Agosto 2008 | 00h00

Azulejos brancos apenas nos lugares indispensáveis, paredes pintadas sem rebocar, pastilhas coloridas espalhadas pelo chão de cimento queimado, box com cortinas de R$ 4, móveis de lojas populares que parcelam em até 24 vezes são algumas idéias expostas na 1ª Mostra de Decoração em Habitação Popular que acontece neste final de semana no Guarujá, na Baixada Santista. Comum na venda de grandes edifícios, uma parceria entre a Faculdade de Designer de Interiores da Universidade Santa Cecília (Unisanta) e a Prefeitura do Guarujá possibilitou que os futuros moradores de Conjunto Habitacional no Jardim Boa Esperança pudessem visualizar seus imóveis acabados, mobiliados e decorados. "Foi preciso unir o bom, bonito e barato, bem barato", conta a arquiteta Cristina Ribas, professora da Unisanta e coordenadora do projeto, que demorou dois meses para ficar pronto. "Com o exemplo concreto fica mais fácil de as pessoas entenderem. Tira a cara de conjunto habitacional. A beleza é importante para todo mundo, seja classe alta ou baixa." Tendo como base o imóvel padrão, de 28 metros quadrados e pé direito que possibilita a construção de um segundo piso, foram criados três modelos de acabamento com preços que variam de R$ 3.504,55 a R$ 11.763,50, sem contar os móveis.A dona de casa Regiane do Nascimento, de 24 anos, futura moradora de uma das 170 casas do conjunto, acha caro. Ela vive com o marido e a filha e a renda da família é de R$ 980 mensais: "Mas eu gostei da idéia de deixar do lado o concreto normal e no meio da sala o piso, ficou legalzinho." Ela pagará R$ 37 mensais por sua casa por sete anos.

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