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Cerca de 2 mil protestam contra a Copa em Belo Horizonte

Marcelo Portela - O Estado de S. Paulo

15 Maio 2014 | 19h 48

Manifestantes aproveitaram para criticar o aumento das passagens de ônibus autorizado pela prefeitura

BELO HORIZONTE - Cerda de 2 mil pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), tomaram algumas das principais vias do Centro de Belo Horizonte no início da noite desta quinta-feira, 15, para protestar contra a Copa do Mundo.

Além de integrantes de grupos como Tarifa Zero, Fora Lacerda, Assembleia Horizontal Popular e Central Sindical Popular, o ato foi engrossado por servidores de várias áreas da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e da Educação de Contagem, na região metropolitana da capital, que estão em greve, e trabalhadores da rede estadual de Educação, que também decidiram parar as atividades e prometem cruzar os braços a partir do próximo dia 21.

Segundo a chefe do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Cláudia Romualdo, até pouco depois das 19h não havia registro de problemas no protesto. Desde o fim da tarde, militares reforçavam o policiamento na Praça Raul Soares, ponto de concentração dos manifestantes, e faziam revistas em pessoas que chegavam com mochilas, principalmente as que trajavam roupas pretas, por preocupação com integrantes do movimento black bloc. Algumas pessoas participaram da passeata com rostos cobertos. "Até o que chegou ao meu conhecimento, não houve nenhuma prisão nem apreensão de qualquer material", afirmou a oficial, que acompanhava o ato em frente à sede da prefeitura.

Assim como em outras cidades, a manifestação fez parte do chamado "Ato 15M - Dia Internacional de Lutas contra a Copa do Mundo de 2014". Mas os manifestantes aproveitaram para criticar o aumento das passagens de ônibus autorizado pela PBH em abril e contra políticos, principalmente o prefeito Marcio Lacerda (PSB), o ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) e a presidente Dilma Rousseff. Os dois últimos, inclusive, foram retratados em caricaturas gigantes carregadas por manifestantes e foram chamados, respectivamente, de "governador ditador" e "presidenta da Fifa".

O protesto começou bem humorado, ao ritmo de batucada e paródias de músicas populares como Beijinho no Ombro e Lepo Lepo, também com letras adaptadas para criticar políticos. O maior problema foi no trânsito, já que a multidão fechou algumas das principais vias do Centro, como as avenidas Afonso Pena e Amazonas. Em frente à prefeitura, os manifestantes começaram a pular uma catraca em chamas em referência ao reajuste das tarifas dos coletivos.

Uma barricada com entulho incendiado também foi montada na Afonso Pena, mas a barreira virou festa para skatistas. No local, diante de uma presença maior de policiais, alguns participantes do ato ficaram mais exaltados e começaram a provocar os militares, mas até o fechamento desta edição não havia ocorrido nenhum confronto ou outro tipo de problema.

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