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Cerca de 300 desabrigados continuam em frente à sede da Prefeitura no Rio

Roberta Pennafort - O Estado de S. Paulo

15 Abril 2014 | 11h 56

Grupo alega que foi enganado pela Prefeitura, que fez o cadastramento das famílias nesta segunda em um Centro de Referência de Assistência Social

RIO - Cerca de 300 pessoas que estão desabrigadas permanecem junto à sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, centro, nesta terça-feira, 15, esperando uma promessa de moradia. De sexta-feira, 11, até essa segunda-feira, 14, elas se mantinham em frente ao prédio da sede administrativa. Nesta terça, o ponto está tomado por imenso efetivo da Guarda Municipal para coibir a permanência dos desabrigados ali. O grupo se concentra, então, na rua Afonso Cavalcanti a partir da rua Pinto de Azevedo, atrás do prédio.

Eles alegam que foram enganados pela Prefeitura, que fez o cadastramento das famílias nesta segunda em um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no Cachambi, zona norte do Rio. "Chegando lá, era para a fila do programa Minha Casa, Minha Vida. Mas isso pode levar de cinco a dez anos, não serve", diz o desempregado Moiseis Eliezer, de 41 anos.

A maioria dos desabrigados acreditava que sairia do cadastramento com o valor equivalente ao pagamento de aluguel social de um imóvel. O grupo promete permanecer no local até que uma solução seja oferecida. Até sexta passada, 11, o grupo ocupava o prédio da empresa de telefonia Oi abandonado no Engenho Novo, denominado por eles como Favela da Telerj. No total, eram cerca de 3.000 famílias.

Veja imagens da reintegração de posse: