Felipe Rau|Estadão
Felipe Rau|Estadão

Chá de bebê online é alternativa para mães

Falta de tempo ou de dinheiro provoca mudança na tradição familiar

Paula Felix, O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2016 | 06h00

Separar um dia na agenda, comprar doces e salgados, preparar decoração, escolher um local para a festa. O chá de bebê é um evento esperado pelos futuros pais, mas, por falta de tempo ou dinheiro, nem todos estão conseguindo manter a tradição e acabam optando por fazer uma comemoração virtual.

Semelhante ao que já ocorre em casamentos, os convidados podem escolher um produto para presentear o bebê, e a família receberá em dinheiro, mas sabendo que a celebração presencial pode não ser feita.

A consultora de vendas online Beatrice Halada, de 25 anos, está grávida do primeiro filho e diz que, como tem amigos que moram fora de São Paulo, optou pela versão virtual para que eles possam presentear o bebê. “O pessoal do trabalho e da faculdade pergunta quando vai ser o chá de bebê. Tenho amigos no Sul e uma amiga que foi morar no Nordeste. Muita gente não conseguiria acompanhar, mesmo morando em São Paulo. Eu sempre prefiro escolher presentes pela internet, até porque trabalho com vendas online em uma concessionária. Isso já faz parte do meu dia a dia.”

Grávida de seis meses e meio, ela diz que a rotina pesada também é outro ponto que a fez decidir não promover uma festa tradicional. “Até pensei em fazer um chá no trabalho, um na faculdade e um com a família. Mas eu trabalho, tenho aulas à noite, fora o cansaço que sinto. Se fizer, será para a família e amigos muito próximos.”

A praticidade atraiu a família do professor Daniel Yoshikawa, de 36 anos, que usou a ferramenta para ajudar no chá de bebê da filha Catalina, que nasceu no dia 20 de setembro. “É mais fácil para organizar e mandar para as pessoas. Acabamos fazendo um presencial também, chamamos pessoas mais próximas, mas pudemos mandar para as pessoas que estavam fora e para as que não puderam comparecer.”

Fundador da empresa Eu Neném, que atua com chás de bebê online há mais de um ano, Ricardo Basques diz que, inicialmente, a visão que as pessoas tinham é de que o evento online se tratava de um “crowdfunding da maternidade”. “Mas não queremos trabalhar com esse conceito. Vimos que há famílias que não fazem o chá de bebê físico, que pode ter um custo muito grande.”

Diretora de franquias da loja Tip Top, Dani Venâncio diz que a rede percebeu a necessidade de criar uma ferramenta para auxiliar as famílias na organização do chá de bebê online. “As mães de hoje estão no Facebook e no Instagram. É igual a uma lista de casamento. A família recebe em forma de crédito e tem até seis meses para usar.” 

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