Chefe de polícia do Rio diz não ter 'dom de fazer milagre'

'Só posso investigar dentro do limite imposto pela lei', afirmou a delegada Martha Rocha sobre identificar manifestantes que se infiltram para fazer depredações

Marcelo Gomes, O Estado de S. Paulo

18 Julho 2013 | 11h52

RIO - A chefe da Polícia Civil do Rio, delegada Martha Rocha, afirmou nesta quinta-feira, 18, que não tem o dom de "fazer milagre", ao ser perguntada por jornalistas sobre a lentidão das investigações para identificar manifestantes que se infiltram em protestos para depredações e agressões.

"A polícia trabalha com o que determina a lei. Quando manifestantes detidos são levados à delegacia com acusação de formação de quadrilha, ou desacato, por exemplo, o delegado não tem outra coisa a fazer a não ser estipular uma fiança para que ele responda em liberdade", afirmou.

 

Martha Rocha explicou que os crimes de lesão corporal e dano ao patrimônio dependem de representação da pessoa lesada. Ela lembrou que no protesto de 20 de junho, em frente à prefeitura, 54 pessoas feridas foram atendidas no Hospital Municipal Souza Aguiar. Policiais da 4.ª DP (Central) estiveram no hospital para registrar queixas. "Apenas um ferido concordou em fazer representação para que pudéssemos iniciar uma investigação sobre o agressor. Hoje temos três medidas cautelares em andamento, que ainda dependem da apreciação do Ministério Público e do Judiciário. Eu queria fazer milagre, mas não tenho esse dom. Só posso investigar dentro do limite imposto pela lei", afirmou

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