Fábio Motta/AE
Fábio Motta/AE

Chega a 6 o número oficial de mortos em desabamento no Rio; buscas continuam

Três vítimas já foram identificadas por familiares e 20 pessoas continuam desaparecidas; último corpo foi localizado às 3 horas desta madrugada de sexta-feira, 27

estadão.com.br, atualizado às 4h20

26 Janeiro 2012 | 16h21

RIO - O sexto corpo de vítima do desabamento no centro do Rio foi resgatado na madrugada desta sexta-feira, 27. Em razão do estado cadáver, as equipes de resgate afirmaram primeiramente que não era possível identificar o sexo da vítima, mas foi confirmado pelos bombeiros minutos depois que se trata de uma mulher, cuja idade aproximada ainda não foi possível calcular.

 

A identifcação completa será feita pelo IML, para onde o corpo foi encaminhado. Três máquinas continuam removendo as toneladas de entulho que há no local, mas, como a quantidade diminui bastante, a remoção do material é feita com muita cautela para não comprometer a integridade dos corpos e em razão também de uma eventual vítima ainda com vida.

 

Agora, 20 pessoas estão desaparecidas e as equipes de resgate continuam o trabalho no local do desabamento de três prédios. Os familiares das pessoas desaparecidas se reúnem numa estrutura montada na Câmara Municipal,  a duas quadras do local do desmoronamento. No local foram disponibilizados equipes de apoio a familiares, com assistentes sociais, enfermeiros, médicos e ambulâncias.

 

Os corpos de três das vítimas já resgatados foram identificados por parentes e amigos. Segundo a Polícia Civil, foram reconhecidos Celso Renato Cabral Filho, de 44 anos, e Cornélio Ribeiro Lopes, de 73. Ambos estavam no Instituto Médico Legal (IML), no centro do Rio. Sandra Maria Ribeiro contou que Cornélio faria 74 anos no dia 2 de fevereiro. No local, a doméstica Vera Lúcia dos Santos identificou o corpo de um primo, o catador de papel Moisés Moraes da Silva, mas a polícia não confirmou a identificação.

 

As equipes do Corpo de Bombeiros trabalham nas buscar por mais vítimas do acidente com apoio de cães farejadores. Cerca de 60 agentes de quatro quartéis atuam na área, incluindo bombeiros que trabalharam no resgate de vítimas no terremoto do Haiti.

 

Velocidade. O secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, disse que os bombeiros "correm contra o tempo" porque o período máximo de encontrar sobreviventes é de 24 horas depois do acidente, ou seja, até as 20h30 desta quinta.

 

"Agora é uma corrida contra o tempo, estamos priorizando a possibilidade de haver sobreviventes. A chance vai diminuindo, porque os espaços vão se reduzindo", afirmou o secretário. Apesar disso, de madrugada, ele já havia falado que as chances de encontrar vítimas com vida são pequenas.

 

Feridos. Ao menos seis pessoas ficaram feridas no acidente e foram encaminhadas para hospitais da cidade, por conta própria ou resgatadas no local do desabamento. Três delas continuam internadas: Cristiane do Carmo, que sofreu um corte profundo na cabeça e passou por cirurgia, mas passa bem; André Luiz de Souza e Marcelo Antonio, que também estavam em um dos prédios.

 

O operário Alexandro da Silva Santos, de 31 anos, teve alta nesta manhã. Ele trabalhava com mais cinco pessoas. Ele se abrigou no elevador quando começou a ouvir estalos na obra. Já Francisco Rodrigues, de 37 anos, recebeu alta ainda na noite de ontem. A sexta pessoa é uma mulher de 48 anos que buscou atendimento no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, com escoriações leves e teve alta durante a madrugada. / COM GLAUBER GONÇALVES, PRISCILA TRINDADE, CRISTIANO SANTOS, MARIANA DURÃO, SOLANGE SPIGLIATTI, PEDRO DANTAS, RICARDO VALOTA E AGÊNCIA BRASIL

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