Chega ao fim a rebelião de presos da Casa de Custódia de Maringá

Motim durou 48 horas e terminou após liberação de dois agentes penitenciários mantidos reféns; quatro agentes ficaram feridos

Julio Cesar Lima - Especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

31 Dezembro 2014 | 16h28

CURITIBA - Terminou ao meio-dia desta quarta-feira, 31, a rebelião na Casa de Custódia de Maringá, que durava 48 horas. O motim terminou após a liberação dos últimos dois agentes penitenciários que eram ainda mantidos como reféns.

No início da rebelião, os presos mantiveram sete agentes sob ameaças e quatro deles foram levados para unidades de saúde de Maringá para cuidar de ferimentos provocados por agressões.

A rebelião chegou ao fim sem que os rebelados conseguissem as transferências que faziam parte de suas reivindicações. Em entrevista coletiva, o secretário de Segurança, Fernando Francischini, que assumiu as negociações na tarde de terça-feira, 30, afirmou que o Estado não irá mais aceitar os pedidos de transferências de presos, conforme resolução publicada pelo governo estadual.

Francischini afirmou que o Estado irá construir um presídio de segurança máxima para que os líderes de todas as rebeliões sejam levados para este local. Além disso, o secretário ameaçou suspender as visitas de final de ano em todo o sistema penitenciário do Paraná.

Essa foi a 24ª rebelião ocorrida no estado neste ano. Nelas, 53 agentes penitenciários foram feitos reféns e agredidos. 

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