DANIEL BADRA|Agência Freelancer
DANIEL BADRA|Agência Freelancer

Cheias começam a perder força no Rio Grande do Sul

Informações da Defesa Civil apontam que situação está se estabilizando no Estado

Naira Hofmeister, especial para O Estado, O Estado de S. Paulo

27 Dezembro 2015 | 14h18

Porto Alegre - Depois de dez dias em que os níveis dos principais cursos d’água no Rio Grande do Sul subiram sem parar, deixando mais de uma centena de famílias desabrigadas, finalmente as cheias começam a perder força no Estado. A Defesa Civil Estadual fará um pronunciamento oficial às 17 horas, porém o plantão do órgão, em Porto Alegre, já recebe informações – vindas sobretudo dos municípios da Fronteira-Oeste, a região mais preocupante – dando conta da estabilização e até mesmo da redução dos níveis dos rios.

Um exemplo é o Rio Uruguai, que determina o limite geográfico entre o Rio Grande do Sul e a Argentina, onde desemboca no Rio da Prata.

Na altura do município de Uruguaiana – o último brasileiro antes da fronteira –, a média de elevação diária nas últimas semanas era de 40 milímetros por dia. Neste domingo, o nível do Uruguai neste ponto subiu apenas dois milímetros e já baixou em São Borja e Itaqui, que ficam mais ao norte. A tendência, portanto, é que o rio reduza seu nível também em Uruguaiana, e a expectativa é que essa reversão ocorra a partir dessa noite.

O nível normal do Uruguai é de 5 metros, mas ele chegou a atingir 11 metros na tarde deste sábado, quando a presidente Dilma Rousseff sobrevoou a área e se reuniu com prefeitos dos municípios atingidos para tratar da ajuda emergencial do governo federal.

Na região metropolitana de Porto Alegre, o Guaíba e seus afluentes ainda sobem, mas estão longe de atingir o índice de alerta para cheias – inclusive nas ilhas, onde vive a população mais pobre da Capital.

Segundo o mais recente boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, emitido na noite de sábado, 40 municípios foram atingidos por enchentes, prejudicando mais de 2 mil famílias. Destas, 1,8 mil estavam desalojadas e 153, desabrigadas.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.