Cidade mais ou menos limpa

Gostaria que o prefeito Gilberto Kassab tivesse uma explicação razoável para o que ele chama de Cidade Limpa. Eu sou corretora de imóveis e sofro com as conseqüências da nova lei. Ficou proibida a distribuição de panfletos e de bandeiras nas ruas ou na porta dos empreendimentos. Os plantões de vendas estão vazios e os corretores, desesperados. Agora a minha dúvida: os candidatos à Prefeitura podem distribuir "santinhos" e fazer alarde pela rua com bandeiras e microfones? Será que não sujam a cidade? Não a poluem visualmente? Por quê? É vergonhoso fazer leis que só servem para uma parte da população. Fico indignada com tanta incoerência! VÂNIA PALHARES São Paulo Durante mais de um ano a Prefeitura negociou com setores publicitários a redução da poluição visual na cidade. Como as conversas não avançaram, a única alternativa foi elaborar uma legislação rigorosa, a Lei Cidade Limpa. Sobre os candidatos às eleições, não se trata de exceção. A distribuição de panfletos e a publicidade, nesse caso, são permitidas pela Lei Eleitoral Federal, sobre a qual o Município não tem poder para legislar. Passada a eleição, os candidatos terão 15 dias para recolher toda a publicidade. Do contrário, estarão sujeitos à Lei Cidade Limpa e passíveis de receber as multas de R$ 5 mil por distribuição de panfletos e de R$ 10 mil por placa ou propaganda que ainda estiver na via pública. ANDREA MATARAZZO, secretário das Subprefeituras Agradeço a resposta, mas a justificativa não me convenceu. VÂNIA PALHARES Direito de poucos Constantemente somos informados pela mídia de que a população idosa está em crescimento, mas parece que o Tribunal Regional Eleitoral não acompanha essa modificação na sociedade brasileira, fazendo com que os idosos, com maior dificuldade de locomoção, tenham de fazer verdadeiras escaladas para fazer valer seu direito de voto, apesar de dispensados de fazê-lo. Obriga a pessoa a comparecer à unidade a qual está registrada para solicitar a mudança da seção, como se esta exigência também não trouxesse nenhuma dificuldade a ela. Não seria mais sensato que o próprio Tribunal, que possui em seu cadastro a data de nascimento de cada eleitor, identificasse e providenciasse a transferência automática desse eleitor para uma seção localizada no andar térreo do mesmo local de votação? E vejam que essa atitude não traria a solução total, pois basta comparecer a alguns postos de votação para verificar que, mesmo no andar térreo ainda terá de transpor obstáculos, tais como rampas íngremes, escadas, pisos escorregadios, etc. MAURO RIBEIRO GAMERO São Paulo Gostaria de demonstrar meu total desapreço ao sistema eleitoral que não considerou meu voto nessas eleições. Meu voto, válido, não foi computado, uma vez que meu candidato aparece com nenhum voto. Sou um eleitor do município de Lorena, interior de São Paulo. Nas apurações realizadas por esse tribunal, que um dia já foi sério, o candidato digno do meu voto parece não ter contado nem ao menos com minha ajuda. Gostaria, o mais rápido possível, de receber resposta do porquê desse fato discrepante. TÚLIO FERREIRA LEITE DA SILVA Lorena Maratona ?Super 15? Em 15/9 recebi cobranças de dois serviços na fatura: de assistência de manutenção e de segurança speedy (R$ 4,87 e R$ 6,90). Às 20h30 liguei ao 10315 para solicitar seu cancelamento. A partir daí passei por vários atendentes, um deles me orientou a ligar para São Paulo. Diante de minha recusa em fazer ligação interurbana, o funcionário não sabia qual setor poderia me atender. Liguei novamente no 10315. Fui atendida por outra funcionária, que efetuou o primeiro cancelamento (assistência de manutenção). O outro serviço teria de ser cancelado em outro setor! Após inúmeras transferências, fui atendida às 22 horas e informada de que o serviço estava indisponível! No dia seguinte, a maratona começou às 10h52. Falei com quatro atendentes até conseguir cancelar o serviço. A Telefônica tem um péssimo serviço de atendimento ao consumidor e os funcionários são despreparados, fazem-nos passar horas ao telefone para resolver simples problemas e, muitas vezes, não solucionam nada. MARLI PASSETO Santos A Telefônica informa que atendeu à solicitação da sra. Marli sem ônus financeiros para a cliente. A empresa lamenta e pede desculpas pelos transtornos causados, assessoria de imprensa da Telefônica As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2929 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

O Estadao de S.Paulo

08 Outubro 2008 | 00h00

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