Fabio Motta/AE
Fabio Motta/AE

Cinelândia atrai curiosos depois do desabamento de prédios na região

No 1º fim de semana após a tragédia, inúmeras pessoas passaram pelo local para tirar fotografias

Bruno Boghossian, do Estadão.com.br,

28 Janeiro 2012 | 14h25

Uma das principais áreas turísticas do Centro do Rio, com seu conjunto arquitetônico do início do século passado, a Cinelândia atraiu no primeiro fim de semana depois da tragédia inúmeros curiosos interessados ver de perto os destroços dos três edifícios que desabaram. Alguns turistas chegavam a posar diante do cenário da tragédia.

Com o bloqueio do acesso à região do desastre, a maioria se contentava em tirar fotografias de longe. A advogada paulista Lídia Stefani, de 52 anos, levou a irmã para visitar o local ontem. Na manhã de quinta-feira, poucas horas depois do desabamento, ela já havia visitado a região.

"Só vi uma nuvem de poeira quando cheguei aquele dia. Além disso, o cheiro de gás era muito forte, porque algumas tubulações se romperam. Dava para sentir até dentro da Biblioteca Nacional", disse, referindo-se ao prédio que fica diante da Cinelândia.

Lídia também conta que o número de pessoas que tiravam fotografias no dia seguinte à tragédia era tão grande que os curiosos formavam fila na calçada. "Era muito tumulto, muita gente aglomerada. A Guarda Municipal pedia que cada pessoa tirasse só uma foto e desse passagem para os outros."

Muitas pessoas que visitavam o Rio no início deste fim de semana ficaram decepcionados com a interdição do Theatro Municipal, um dos pontos turísticos mais visitados do centro, a poucos metros do local do desabamento.

 

"Infelizmente, vai ficar para a próxima vez", disse a irmã de Lídia, Cláudia Stefani.

O cordão de isolamento a cerca de 200 metros do local do desmoronamento era um ponto de parada para quase todos os turistas que passavam pela região histórica do centro.

"Queríamos visitar a Cinelândia e paramos para ver o lugar onde ficavam os prédios", contou a educadora física Juliana Ramalho, de 29 anos, que acompanhou nos últimos dias o noticiário sobre o desabamento. "É muito triste ver esse cenário. Causa uma sensação terrível de impotência."

 

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