Cobrança a deputados de SP é ''injusta'', diz tucano

Munhoz critica ''enfoque'' de reportagem sobre elevação de patrimônio e diz que mídia ''ignora'' função de parlamentares

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

01 Março 2011 | 00h00

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), saiu em defesa dos deputados estaduais e criticou ontem o "enfoque" da reportagem publicada pelo Estado, que revelou a multiplicação em pelo menos duas vezes do patrimônio de 16 parlamentares.

"Tudo bem, isso (o patrimônio) deve ser divulgado, é público e deve ser público. Falo do enfoque. Há, indiscutivelmente, uma intenção de denegrir (os parlamentares)", afirmou Barros Munhoz, durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para o presidente da Assembleia, que considera "injusta" a cobrança feita pela imprensa aos deputados estaduais paulistas, a "forma de divulgação do patrimônio" dos parlamentares "exagera aspectos que não condizem com a realidade". "Isso só maximiza as coisas para causar um impacto negativo", disse o tucano.

O levantamento do Estado mostrou, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o patrimônio de 16 deputados reeleitos, em alguns casos. dobrou entre 2006 e 2010. Somados, os bens desses parlamentares subiu de R$ 3,1 milhões para R$ 8,7 milhões, variação de 279%. Munhoz afirmou ainda que a imprensa "ignora" o papel de representação política do deputado estadual. "Quando a gente vai sexta-feira para as bases, é como se fosse um crime, como se fôssemos passear. A gente vai para trabalhar", argumentou.

Perguntado se a imagem arranhada do político, hoje, não é consequência de sucessivos escândalos, ressaltou o baixo índice de renovação da Assembleia, que foi de 22%. "Enquanto isso, só 51% dos parlamentares federais se reelegeram."

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