Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Colegas relatam que atirador e adolescente morto eram amigos

Comentários sobre o comportamento do autor dos disparos são distintos, com versões de que ele 'agia normal' e, outras, que o ligam ao nazismo

Sarah Teófilo, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2017 | 10h34

GOIÂNIA - Colegas e familiares do adolescente João Vitor Gomes, de 13 anos, estão presentes no velório do estudante morto na sexta-feira, 20, dentro de sala de aula, no Colégio Goyases, em Goiânia. No início da manhã, a família do estudante rezava um terço na sala onde o corpo é velado. Uma missa está sendo celebrada no momento. O enterro deve ocorrer às 11 horas.

Uma estudante que estudava na mesma sala de João Vitor diz que ele era garoto tímido e brincalhão. "Ele não se soltava muito com quem se não era muito próximo", disse. Os estudantes do Colégio Goyases, onde ocorreu o atentado, foram primeiro ao velório de João Pedro Calembo, de 13 anos, e, em seguida, ao enterro de João Vitor. 

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Dois adolescentes de 12 e 13 anos afirmam que as duas vítimas eram amigas do adolescente de 14 anos, autor dos disparos, que deixaram dois mortos e quatro feridos. "Ele agia normal. Não fazia nada que parecia que fosse matar", conta uma colega de classe.

Já outro aluno relata que o atirador não aparentava ter raiva de ninguém e que o apelido de "fedido" teria sido imposto contra ele há pouco tempo.  De acordo com ele, João Pedro Calembo, levou um desodorante para a sala de aula na sexta-feira, 20."O João jogou um desodorante nele. Aí o atirador xingou o João Pedro. Achei que tinha passado, que ele não ia ligar", comenta.

Nazismo e satanismo. Segundo outro adolescente, o autor do crime idolatrava Adolf Hitler. "Um dia ele veio fantasiado de Hitler, ano passado. Era uma atividade de entrevista na escola", disse. Ele conta que o estudante chegou a levar um livro satanista para a escola e ler em voz alta. A versão é a mesma de outras duas adolescentes que também estudavam na mesma sala de 8°ano.

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