Coletado sangue de parentes de desaparecidos de Vigário Geral

Há quase dois meses sem notícias, moradores de Vigário Geral que tiveram parentes seqüestrados por traficantes se submeteram nesta quarta-feira a uma coleta de sangue, para que seu material genético seja comparado a vestígios encontrados em alguns pontos da favela. A polícia investiga se os resquícios são dos oito jovens desaparecidos. Assistidos por uma funcionária da Secretaria Estadual de Direitos Humanos, a mãe e o irmão de um dos rapazes e o pai de um outro foram ao Instituto de Pesquisas e Perícias em Genética Forense da Polícia Civil para deixar amostras de sangue. No mês passado, membros de mais três famílias foram até lá. Ainda são aguardadas três pessoas. O medo de alguns moradores faz com que os exames sejam atrasados - eles temem represálias, porque já receberam recados ameaçadores. Os seqüestradores, segundo a polícia, são traficantes de Parada de Lucas, favela vizinha e dominada por um bando rival. Os peritos vão esperar que todos os familiares se apresentem para que a comparação seja feita de uma vez só. As manchas foram localizadas pela polícia em Vigário Geral graças ao uso da substância luminol. Algumas estavam numa casa onde os jovens teriam sido torturados. O diretor do instituto, Rodrigo Soares de Moura Neto, explicou que o prazo para conclusão dos testes é de 30 a 60 dias a partir da data da coleta.

Agencia Estado,

08 Fevereiro 2006 | 17h09

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