Com ações conjuntas, governo estadual começa a virar o jogo

Em 2012, mortes caíram pela 1ª vez em dez anos; ‘Crime era tolerado sob a alegação de que morriam bandidos’, diz secretário

Bruno Paes Manso ENVIADO ESPECIAL / JOÃO PESSOA,

06 Julho 2013 | 22h10

 Criar áreas comuns para policiais civis, militares, bombeiros e até promotores atuarem no combate ao crime. Estabelecer metas e cobranças mais efetivas. Fazer acordo com o Judiciário para acelerar os pedidos de prisões preventivas dos chamados homicidas contumazes. Evitar os ciclos de vingança com pequenas operações policiais nos arredores de onde ocorrem homicídios nas 72 horas seguintes ao crime. Essas são as medidas com as quais a gestão da segurança pública da Paraíba pretende estancar a epidemia de homicídios no Estado.

 

No ano passado, pela primeira vez em dez anos, a Paraíba reduziu os homicídios em 8,2%. No primeiro semestre deste ano voltou a crescer levemente. “A impressão era de que antes o combate ao crime contra o patrimônio era tido como prioridade. Tolerava-se o homicídio sob a alegação de que morriam bandidos e drogados. Às vezes, como ocorre em outros Estados, nem os inquéritos de homicídios eram lavrados”, diz o secretário de Segurança e Cidadania, Claudio Coelho Lima, que veio da Polícia Federal. Antes, ele era o segundo homem da Segurança em Pernambuco, onde obteve bons resultados. Parte da nova metodologia paraibana foi importada de lá.

 

Cabedelo, a segunda cidade mais violenta do Brasil em 2011, viu o crime reduzido em 2012 e, neste ano, lidera as quedas no Estado. Na contabilidade da PM local, foram 83 assassinatos em 2011, ante 59 em 2012. No primeiro semestre deste ano, foram 24 ocorrências, redução de 35% em relação ao mesmo período de 2012.

 

“Passamos a fazer pequenas saturações nas 72 horas seguidas aos homicídios. Retiramos os matadores das ruas e prendemos 80% daqueles criminosos que apontamos como os mais perigosos. Dessa maneira, estamos conseguindo dar a ideia de que as autoridades se incomodam com os assassinatos”, diz o major Carlos Roberto Silva de Sena, comandante da Polícia Militar da 

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