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Com estrada fechada, Acre segue isolado e tem risco de desabastecimento

Itaan Arruda - Especial para o Estado

21 Fevereiro 2014 | 11h 55

BR-364 ficou com até 50 centímetros de água em alguns trechos; Rio Branco enfrenta risco de desabastecimento

As fortes chuvas que atingem o Acre causaram o isolamento do Estado do resto do País por terra. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decidiram interromper definitivamente o trânsito na BR-364 por questão de segurança na noite dessa quinta-feira, 20. A BR-364 é única ligação do Acre com as demais regiões do Brasil.

Em Rondônia, o Rio Madeira atingiu a cota recorde de 17,88 metros. Em alguns trechos da estrada o nível da água alcança 50 centímetros. Esse volume de água na pista, associado à correnteza, motivou a decisão de interromper o trânsito na rodovia federal.

Em Rio Branco, o risco de desabastecimento é iminente. Os poucos caminhões que chegaram à cidade desde quarta-feira não podem liberar a mercadoria porque os servidores da Suframa iniciaram greve por tempo indeterminado.

Filas de caminhões se formam em frente à sede do órgão, em Rio Branco. Os trabalhadores afirmam que só voltam ao trabalho após o governo assinar a medida provisória que garante a revisão do plano de cargos, carreira e salários, autonomia administrativa e financeira.

"Nossos clientes estão prejudicados, mas, até o momento, estão compreendendo a situação", disse a presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras do Acre, Nazaré Cunha.

"Isso é ruim para o comércio e estou preocupado", afirmou o presidente da Associação Comercial do Acre, Jurilande Aragão. "E o pior é que não há muito o que fazer no momento".

A especulação em torno da interrupção do trânsito na estrada já começou. Sites de Rondônia informam que o preço da passagem de avião do trecho Porto Velho/Rio Branco aumentou em cerca de 1.000%. A passagem que custava em torno de R$ 245 está sendo vendida a mais de R$ 1 mil.

As previsões de chuva, segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) não são boas. As possibilidades de vazantes são estimadas para abril.

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