Com greve de PMs, Pernambuco pede envio da Força Nacional

Decisão foi tomada cerca de duas horas depois do final de uma assembleia realizada pelos militares na qual foi decidida a continuidade da paralisação

Mônica Bernardes, Especial para O Estado

14 Maio 2014 | 22h30

RECIFE - O governador de Pernambuco, João Lyra Neto (PSB), anunciou na noite desta quarta-feira, 14, que pediu apoio ao Governo Federal para o envio da Força Nacional com o objetivo de garantir a segurança e a ordem em todo o território estadual. Os policiais e bombeiros militares estão em greve desde terça-feira, 13.

A informação foi oficialmente repassada à imprensa pelo próprio chefe do Executivo durante entrevista coletiva realizada na sede do Palácio do Campos das Princesas. A decisão foi tomada cerca de duas horas depois do final de uma assembleia realizada pelos militares na qual foi deliberada a continuidade da paralisação por tempo indeterminado.

A expectativa é de que integrantes da Força Nacional cheguem ao Estado ainda durante a madrugada. Durante todo o dia, o clima no Estado foi de tensão. Muitos boatos sobre saques, arrastões e outros supostos crimes tomaram conta das redes sociais e causaram o cancelamento de aulas em instituições públicas e privadas e o fechamento de parte do comércio local.

Houve pelo menos um caso confirmado de saque, no município de Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife, com a prisão de aproximadamente 10 pessoas. Durante a ação dos vândalos, um ônibus foi destruído e diversas lojas e caminhões de carga foram saqueados.

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