Com nova malha aérea, aeroportos de SP têm movimento calmo

Cumbica recebe a maioria dos 62 vôos que foram suspensos em Congonhas, que deixa de ser ponto de conexão

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

01 Outubro 2007 | 08h32

No primeiro dia da nova malha aérea, com a suspensão de 62 vôos do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, o movimento era tranqüilo nos aeroportos da cidade. Na manhã desta segunda-feira, 1º, Congonhas tinha dois vôos cancelados e quatro com atrasos superiores a uma hora, sendo que 42 estavam programados até às 8 horas, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).   Trinca no pára-brisa faz avião que ia a Londres voltar a SP Procon multa a TAM em quase R$ 1 mi por falta de informação Congonhas terá menos vôos a partir desta segunda Saiba como entrar em contato com as companhias áreas Especial: um ano de crise aérea   No Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos, a situação também era calma. Até às 8 horas, o aeroporto tinha 56 vôos previstos, sendo que apenas dois tinham sido cancelados e cinco registravam atrasos superiores a uma hora. Cumbica deve receber, a partir desta segunda, a maioria dos vôos que foram suspensos em Congonhas.   A malha aérea de todo o País foi redesenhada e fará com que 62 vôos da TAM e da Gol, líderes do mercado doméstico, deixem de operar em Congonhas. A maioria deles já foi transferida para Cumbica, sendo que outros serão extintos. Com as mudanças, Congonhas perderá o status de principal centro de distribuição de vôos - o chamado hub - do País.   As novas regras impostas em julho pelo Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) também proíbem escalas e conexões, limitam em 33 o número de operações (pousos e decolagens) por hora e estabelecem um raio de 1.000 quilômetros para as viagens com origem ou destino em Congonhas. Na prática, as restrições vetam os vôos diretos para cidades nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Centro-Oeste. A aviação geral (jatos executivos e táxi aéreo) seguirá utilizando o aeroporto, mas com menor volume de tráfego. A divisão será de 3 slots (permissão de pouso ou decolagem) por hora para aviação geral e 30 para a comercial.

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