Comércio de artigos religiosos fatura alto

Organizadores da Jornada esperam vender 700 mil artigos até esta segunda-feira, dia da abertura, com destaque para encomendas por telefone e pela internet

Heloisa Aruth Sturm,

21 Julho 2013 | 23h17

O papa Francisco vende. O comércio de artigos religiosos registra um considerável aumento nas vendas antes mesmo de sua chegada, prevista para esta segunda-feira, 22, no Rio. De broches a camisetas, de livros com tiragens esgotadas a CDs que já faturaram disco de platina dupla, a JMJ está impulsionando o setor.

Os itens mais vendidos no site da Jornada são as camisetas com a logomarca da JMJ, com a estampa Keep Calm e a de boas-vindas a Francisco. A camiseta Eu Vou, com arte de Ziraldo, lançada há um mês, também está entre as prediletas. A organização da JMJ não fornece previsão de faturamento com as vendas. Mas com itens que vão de R$ 2 a R$ 150, e considerando que os preços dos mais vendidos estão na faixa dos R$ 30 a R$ 45, é possível estimar algo entre R$ 15 milhões e R$ 21 milhões de faturamento.

Na fábrica de artigos religiosos São José Operário, em Lorena (SP), todos os objetos com a logomarca da Jornada esgotaram. Foram vendidos 50 mil chaveiros (R$ 12 a R$ 16) em seis meses – mas não são só os produtos com o logo da JMJ que vendem.

Desde o ano passado, a empresa que investiu no e-commerce vem registrando crescimento de 20% a 30% na distribuição de seus produtos. "Isso decorre também do nosso trabalho de evangelização", afirma a proprietária Lourdes Pereira dos Santos. O mais vendido é o miniterço, muito usado em lembrancinhas de batizado e casamentos. Em seguida, vêm os chaveiros e medalhas personalizados com imagem dos papas: o crescimento foi de 100%.

Desde que o papa Francisco foi eleito, a Elson MTA Arte Sacra, fabricante de artigos religiosos em Faxinal do Soturno (RS), registrou um aumento de 20% nas vendas de produtos personalizáveis – são velas (R$ 5 a R$ 12) e capelas em miniatura feitas de imbuia e mogno (R$ 3 a R$ 12). "A vinda do papa atinge o coração das pessoas, e toda essa atmosfera de esperança se materializa. As pessoas querem e procuram estar ou comprar alguma coisa religiosa", diz o empresário Elson Biacchi.

Para ele, a compra desses objetos é uma forma de participar do momento. "Os artigos religiosos, seja uma vela, uma capelinha, fazem com que a pessoa psicologicamente materialize e esteja inserida nessa atmosfera." Somente entre os produtos licenciados e oficiais da Jornada são mais de 350 itens.

O canal oficial de vendas (www.lojario2013.com) oferece opções de camisetas, chaveiros, pulseiras, bonés, terços, escapulários, broches, crucifixos, moedas e medalhas. Há também livros e CDs, que podem ser adquiridos em redes de distribuição em todo o País e também nas paróquias. De amanhã até domingo, quando o papa volta para o Vaticano, haverá cerca de 60 lojas oficiais comercializando os produtos, além de vendedores ambulantes.

 

Expectativa

Os organizadores esperam vender 700 mil itens até o fim da JMJ – só de camisetas personalizadas feitas pela Dinoma, vendidas pelo disque-paróquia, foram cerca de 75 mil em mais de 500 paróquias atendidas. A personalização de itens tem sido uma boa estratégia para incrementar as vendas. A voluntária Uiara Pereira, da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima e Santo Antônio de Lisboa, em Taquara, zona oeste do Rio, encomendou 380 camisetas de um modelo escolhido pelos jovens do Encontro de Adolescentes com Cristo. As blusas trazem a estampa da beata Chiara Luce Badano, jovem italiana que morreu de câncer em 1990, aos 18 anos, considerada padroeira da juventude.

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